
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, relativizou nesta quarta-feira (4/11) a proposta do economista André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, de limitar a taxa básica de juros (Selic) a 7,5%.
“Acho absurdo que, a qualquer tentativa de discussão (sobre juros), haja uma grita contrária vinda da Faria Lima”, disse Marinho, referindo-se à má repercussão que a ideia de Lara Resende teve no mercado financeiro.
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"Inaceitável é ter e continuar com os juros altos que pagamos. É ruim para todo mundo, consumidor, trabalhador, produtor e empresário", completou o ministro.
Ele também defendeu que sejam ouvidas propostas externas ao governo que possam servir de estratégia para reduzir a taxa de juros. Embora tenha se posicionado favoravelmente à discussão da ideia de Lara Resende, não há, na agenda dos próximos dias, previsão de uma reunião entre o economista e Lula.
"Se a ideia tiver esforço para reduzir os juros, ela tem que ser escutada. A coisa mais natural do mundo é o governante receber contribuições", considerou Marinho, durante a apresentação dos dados do Caged de setembro, que apontaram a criação de mais de 121 mil vagas de emprego.
A defesa do ministro do Trabalho pela redução da taxa básica de juros ocorreu horas antes de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciar se mantém, reduz ou aumenta a atual taxa Selic, de 13,75%.


