
Após acumular perdas ligadas ao caso Banco Master, o BRB (Banco de Brasília), patrocinador do Flamengo, decidiu enxugar despesas e já iniciou mudanças relevantes. O Banco de Brasília, afinal, registrou no Diário Oficial do Distrito Federal da última quarta (11/2) um corte de quase 60% na verba destinada a patrocínios.
Assim, de acordo com a "Gazeta do Povo", o total previsto, que se aproximava de R$ 120 milhões em 2025, caiu para R$ 50 milhões na atual gestão, em 2026. Com isso, o contrato com o Flamengo tende a passar por revisão. A medida ocorre porque o banco ainda contabiliza impactos de uma operação envolvendo a compra de "títulos podres" do Master, instituição liquidada em novembro passado após ação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal.
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Segundo estimativas de mercado, o BRB pode ter aplicado até R$ 12 bilhões nesses papéis, o que gerou um rombo bilionário. Diante desse cenário, a diretoria optou por reduzir compromissos considerados não essenciais. Atualmente, o investimento no Flamengo varia entre R$ 32 milhões e R$ 40 milhões, somando valores fixos e variáveis, e o vínculo termina em 31 de março.
Patrocínio no Flamengo pode cair
No entanto, o banco não pretende ultrapassar R$ 26 milhões na cota fixa, além de cerca de R$ 15 milhões relacionados ao cartão "BRB Fla". Na prática, ao descontar a inflação, o montante representaria estagnação. Além disso, a instituição avalia terceirizar a operação do cartão Nação BRB Fla para uma empresa com capital próprio.
Conforme informou em nota, o objetivo é "reforçar e reestruturar" a parceria, buscando mais "eficiência e rentabilidade", embora não tenha detalhado cifras. Por fim, após determinação do Banco Central, apresentou um plano de recapitalização. Dessa forma, admitiu que poderá adotar medidas adicionais caso surja necessidade de aporte, ainda que reafirme a própria solidez.

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