FUTEBOL

Ceilândia perde nos pênaltis e sofre eliminação na Copa do Brasil

Gato Preto sai atrás, busca empate por 1 x 1 no tempo regulamentar, mas converte apenas uma de três cobranças na marca da cal e se despede na segunda fase

A vitória do Capital nos pênaltis, por 3 x 1, e classificação à terceira fase da Copa do Brasil sobre o Juazeirense, na tarde desta quarta-feira (25/2), não foi suficiente para inspirar o Ceilândia no outro mata-mata envolvendo o Distrito Federal contra a Bahia. O Gato Preto saiu atrás contra o Jacuipense, empatou por 1 x 1 no Estádio Abadião, mas foi superado justamente na marca da cal, por 4 x 1, e se despede na segunda fase do mata-mata nacional. 

Thiaguinho abriu o placar para o Jacuipense, aos 35 minutos do primeiro tempo. Na volta do intervalo, Marquinhos igualou para o Ceilândia e levou a disputa para os pênaltis. Com os pés descalibrados, o time do Distrito Federal desperdiçou com Fabinho e Robert. Cabralzinho foi o único a converter para o Gato Preto, enquanto os baianos foram impecáveis na série. 

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Com a eliminação, o Ceilândia deixou de embolsar R$ 950 mil em premiação. Entretanto, pela participação na segunda fase, recebeu R$ 830 mil da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

Sexto colocado do Campeonato Candango 2026, com 13 pontos, o Ceilândia retorna as atenções à disputa local. No sábado, às 16h, o Gato Preto faz confronto direto contra o Brasiliense (3º, com 15), no Estádio Serejão, em Taguatinga, pela última rodada da fase classificatória. Na disputa, classificam-se os quatro melhores. Líder, o Gama é o único confirmado na semifinal. 

O Jacuipense também tem pretensões no Campeonato Baiano. No domingo, às 17h, visita o Vitória pelo jogo único da semifinal do Estadual. Triunfo na disputa colocará a equipe na decisão contra Bahia ou Juazeirense. 

O Ceilândia apresentou duas versões no primeiro tempo contra o Jacuipense. Embora escalado no 4-2-3-1, com os volantes Cleyton Maranhão e Bosco na proteção da linha defensiva, levou sufoco. Observou o time baiano controlar mais a bola, ganhar oito escanteios e finalizar seis vezes. A mais caprichada, aos 35 minutos, após escapada pela direita, que resultou em gol de Thiaguinho, bem posicionado na área. A desvantagem parcial acordou os anfitriões. A adaptação dos laterais aos papéis de alas soltou o time. Não faltaram chances para o empate. O lance de maior perigo foi no último ato da etapa inicial: Paulinho dominou pela direita, bateu com muito efeito e viu a bola raspar o travessão. 

A pressão do Ceilândia nos minutos finais do primeiro tempo seguiu na etapa final e deu resultado aos 20 minutos. O enredo do gol foi semelhante ao do Jacuipense: escapada do lateral Paulinho pela direita e bola cruzada na área para o camisa 11 Marquinhos, esperto ao se antecipar à marcação e bater firme de perna direita. Naturalmente, a companhia baiana sairia mais para o jogo. Aos 22, atualizou o placar após bola alçada em cobrança de falta, mas o atacante Pedro estava em posição de impedimento no momento da definição. 

O Ceilândia não se satisfez com o empate parcial. Não à toa, o técnico Adelson de Almeida abriu mão do volante Bosco para colocar Cabralzinho, peça para dar mais criatividade e profundidade ao Gato Preto. O anfitrião controlou mais a bola, finalizou mais e esteve mais próximo do segundo gol do que o Jacuipense. 

Autor do gol do Jacuipense no primeiro tempo, Thiaguinho abriu a série marcando. Fabinho foi o responsável por iniciar a decisão para o Ceilândia e chutou nas mãos do goleiro Marcelo. Na sequência, Jarles foi na bola de segurança e estufou as redes. Na chance de redimir o time do DF, Robert bateu mal e viu o goleiro baiano pegar novamente. Vicente Reis, de canhota, manteve os visitantes com aproveitamento perfeito. Cabralzinho foi o primeiro a converter para os candangos. Coube a Flavinho classificar a trupe do Nordeste. 

Ficha técnica

Ceilândia x Jacuipense
Copa do Brasil (2ª fase)

Local: Estádio Abadião, Ceilândia (DF)
Arbitragem: Lucas Canetto Bellote (SP)

Escalações

Ceilândia — Edmar Sucuri; Paulinho, Henrique Alagoano, Badhuga e Fabinho; Bosco (Cabralzinho), Cleyton Maranhão (Vigia) e Cleyton (Robert); Cardoso (Vinicius Tanque), Marquinhos e Patrickão (Edson Reis). Técnico: Adelson de Almeida
Gol: Marquinhos, aos 20’ do 2ºT
Cartões amarelos: Paulinho, Cabralzinho

Jacuipense — Marcelo; Hugo Moura (Vicente Ferreira), JP Talisca, Railon e Weverton; Ruan (Vicente Reis), Thiago, Vinicius (Flavinho), Thiaguinho; William (Gabriel Pereira) e Pedro (Jarles Baiano). Técnico: Rodrigo Ribeiro
Gol: Thiaguinho, aos 35’ do 1ºT
Cartões amarelos: Thiaguinho, William, JP Talisca, Railon

Pênaltis

Marcaram
Thiaguinho, Jarles Baiano, Vicente Reis e Flavinho (Jacuipense); Cabralzinho (Ceilândia)

Erraram
Fabinho e Robert (Ceilândia)

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