Candangão

Os símbolos da consistência: Zulu e Medeiros guiam as defesas dos finalistas

Protagonistas de defesas eficientes da temporada do Candangão, os zagueiros alviverde Zulu e o alvinegro Medeiros buscam coroar temporada de eficiência com título da elite. Gama e Sobradinho duelam sábado, no Mané Garrincha

Zulu e Medeiros integram sistemas defesivos consistentes e responsáveis por levar Gama e Sobradinho à decisão do torneio local -  (crédito: Filipe Fonseca/Gama e Eduardo Ronque/Sobradinho)
Zulu e Medeiros integram sistemas defesivos consistentes e responsáveis por levar Gama e Sobradinho à decisão do torneio local - (crédito: Filipe Fonseca/Gama e Eduardo Ronque/Sobradinho)

Segurança desponta como a potencial palavra-chave de Gama e Sobradinho na luta pela conquista do título do Campeonato Candango de 2026. E quando o alviverde e o alvinegro entrarem no gramado do Estádio Nacional Mané Garrincha, no sábado, às 16h, dois personagens da final única do futebol local prometem se transformar na incorporação do detalhe crucial para a sonhada conquista. Membros vitais de defesas consistentes da elite do Distrito Federal, os zagueiros Wheudson Zulu, do Periquito, e Pedro Medeiros, do Leão da Serra, buscam se sobressair no capítulo final de uma temporada de sucesso individual e coletivo.

A caminhada de 11 jogos das duas equipes até os 90 minutos decisivos do Mané Garrincha explicam a importância dos sistemas defensivos. Time mais eficiente no quesito, o Gama foi vazado apenas quatro vezes no Candangão. Zulu foi titular em cinco jogos da campanha, incluindo as duas semifinais, e ajudou na construção do retrospecto. Medeiros atuou em todas as partidas disputadas pelo Sobradinho e viu a equipe buscar a bola na rede oito vezes. Nas partidas contra o Sobradinho, avançou a decisão com a baliza zerada e aposta no mesmo cenário para lutar pela taça no sábado.

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Os defensores, inclusive, possuem relação estreita com as duas camisas da final. Natural de Feira de Santana (BA), Zulu começou no Taboão da Serra e teve uma rápida passagem pelo Gama na temporada 2022. Apesar de não conquistar títulos na época, ganhou o respeito suficiente para garantir a lembrança dos serviços em 2026. O zagueiro de 28 anos ganhou de vez a vaga de titular na partida da Copa do Brasil diante do Goiás e não saiu mais da equipe do técnico Luís Carlos de Souza. Agora, aposta no trabalho e no merecimento para buscar a primeira taça vestindo alviverde e a 15ª dos gamenses na elite do Distrito Federal.

"Acho que, acima de tudo, temos que valorizar essa nossa campanha. Temos um grupo extremamente unido e trabalhador. E muito pé no chão também, humilde. A gente fica feliz pelos resultados, mas também sabe que não ganhou nada. Agora, é foco total para a grande final", destacou ao defender a manutenção de postura da equipe. "Não podemos mudar nosso estilo de jogar, sabemos disso. É saber que precisamos fazer nosso jogo, de muita união, todos se doando muito pelo companheiro em todos os lances, nos 90 minutos. É jogo único. Então, é ter atenção ao máximo, respeitando sempre o adversário. Vamos fazer de tudo para celebrar esse título. O Gama merece", salientou.

Capitão do Sobradinho e nascido em Brasília, Pedro Medeiros tem forte ligação com o alvinegro. O camisa três viveu a primeira passagem no Leão da Serra em 2022, período no qual o clube enfrentava o calvário da Segunda Divisão local. A campanha para devolver o clube à elite ocorreu apenas em 2024 e, agora, o zagueiro vive, com a vaga na decisão do Candangão, o ápice do processo de reconstrução da equipe. Ter a chance de título, inclusive, representa uma possibilidade de redenção pessoal. O defensor integrou o elenco do Ceilândia em 2021 e 2022 e amargou vices nas finais disputadas contra o Brasiliense. Agora, sonha em subir ao topo do pódio da elite local.

"Jogar mais uma final na carreira, com certeza, é algo muito marcante, algo muito importante para a nossa trajetória, para a nossa história como atleta. É o ápice da competição, do campeonato e marca bastante, tanto na parte pessoal como na profissional", ressaltou, vislumbrando uma decisão de sucesso. "A nossa expectativa para essa partida é sempre a melhor possível, de um grande jogo. O Gama tem um time muito qualificado, mas a gente também tem e a expectativa nossa é sempre poder dar o nosso máximo, o nosso melhor. Chegar lá no Mané Garrincha e poder guerrear bastante dentro do campo. Se Deus quiser, sair com esse título de campeão", reforçou.

Nos passos da trajetória até a final, Gama e Sobradinho souberam aproveitar muito bem as valências de sistemas defensivos consistes. Zulu e Medeiros são símbolos dessa nuance, capaz de transformar em vencedora qualquer campanha forte. Apenas um dos zagueiros terá o direito de comemorar o título no gramado do Estádio Nacional Mané Garrincha. Porém, quando entrarem em campo no sábado, os dois poderão ter orgulho de ocuparem status de protagonismo nas duas melhores equipes da temporada 2026 do futebol do Distrito Federal.

 


  • Zulu vive segunda passagem pelo Gama e assumiu titularidade na zaga
    Zulu vive segunda passagem pelo Gama e assumiu titularidade na zaga Foto: Filipe Fonseca/Gama
  • Pedro Medeiros
    Pedro Medeiros Foto: Eduardo Ronque/Sobradinho
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DQ
postado em 18/03/2026 00:01 / atualizado em 18/03/2026 11:12
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