Vinicius Junior terá hoje, talvez, a última oportunidade de provar a si, ao técnico Carlo Ancelotti e a 213,4 milhões de brasileiros a capacidade física, técnica e mental de assumir o protagonismo na Copa do Mundo de 2026. Eleito Fifa The Best em 2024, o atacante de 25 anos foi o símbolo de um ciclo de observações, convocações, amistosos e jogos oficiais nas Eliminatórias e na Copa América prestes a terminar contra a Croácia, hoje, às 21h, Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos. Depois do reencontro com os carrascos nas quartas de final de 2022, a brincadeira vai ficar à vera no anúncio dos 26 escolhidos para a caça a hexa na América do Norte.
A pressão sobre Vinicius Junior é diretamente proporcional ao crescimento do clamor pela presença de Neymar na lista de 18 de maio. O maior artilheiro da história da Seleção não tem sequência de jogos no Santos, mas as orelhas de Carlo Ancelotti não param de esquentar com os burburinhos que um dia incomodaram Carlos Alberto Parreira antes da Copa de 1994 e Luiz Felipe Scolari em 2002 nos "movimentos populares" a favor de Romário. Um cedeu. O outro resistiu. Em comum, os dois técnicos levaram o Brasil ao título.
Vinicius Junior brindou Carlo Ancelotti com duas das cinco conquistas de Champions League do italiano nas finais de 2022 e de 2024. Marcou o gol do título nas decisões contra o Liverpool e o Borussia Dortmund. A expectativa era para que a parceria fosse replicada imediatamente na Seleção.
A coleção de gols de Vini em exibições pelo Brasil é modesta: oito bolas na rede e sete assistências em 42 apresentações. Ele marcou duas vezes na era Ancelotti. Foi decisivo na vitória contra o Paraguai nas Eliminatórias, na Neo Química Arena, e no amistoso contra a Coreia do Sul, em Seul. Antes, comandou a virada contra a Colômbia, em Brasília, sob a batuta de Dorival Júnior. As outras duas vítimas dele neste ciclo foram contra Guiné em 2023 e o Paraguai na fase de grupos da Copa América de 2024.
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As más lembranças do torneio continental aumentam o peso nos ombros de Vini. Um cartão amarelo imaturo para evitar um chapéu do meia colombiano James Rodríguez o tirou das quartas de final contra o Uruguai. Sem o astro da companhia, o Brasil empatou por 0 x 0 com o time celeste e deu adeus ao torneio nos pênaltis.
O refinamento para balançar a rede com a camisa do Real Madrid — 18 gols em 48 jogos na temporada — não se repete com a Amarelinha, e isso pode rebaixá-lo novamente ao papel de coadjuvante caso Neymar convença Carlo Ancelotti a convocá-lo em 18 de maio. Vini vestiu a camisa 10 na derrota por 2 x 1 contra a França. Assumiu a faixa de capitão depois da substituição do volante Casemiro.
Há três anos e três meses, Vini era considerado injustiçado por Tite tê-lo substituído por Rodrygo nas quartas de final. A sensação quase unânime era de que ele deveria ter permanecido em campo. "Não ligo muito para o que as pessoas falam. Eu sei do meu trabalho e da minha dedicação para chegar bem na Copa do Mundo. É onde todos querem estar. Tento sempre viver minha melhor fase, com gols e assistências. Estou no momento mais feliz da minha carreira. Tudo que faço no Real Madrid quero repetir aqui na Seleção", promete.
Inspirações não faltam. Parceiros de ataque no penta em 2002, Ronaldo, o Fenômeno, e Rivaldo visitaram Carletto e o elenco ontem antes do último treino do Brasil.
FICHA TÉCNICA
BRASIL
Ederson; Ibañez, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Danilo; Luiz Henrique, Matheus Cunha, João Pedro e Vini Jr
Técnico: Carlo Ancelotti
CROÁCIA
Livakovic; Erlic, Vuskovic e Pongracic; Stanisic, Modric, Sucic e Perisic; Pasalic, Kramaric e Baturina
Técnico: Zlatko Dalic
Árbitro: Armando Vilarreal (Estados Unidos)
Horário: 21h (de Brasília)
Estádio: Camping World Stadium, em Orlando (EUA)
Transmissão: Globo, SporTV getv
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