CBC & Clubes Expo

Ídolos olímpicos reforçam credibilidade e gestão do CBC com expertise

Presença de medalhistas e referências do esporte fortalece atuação do Comitê Brasileiro de Clubes e amplia impacto na formação de atletas para o futuro do esporte olímpico nacional

Lars Grael e Magic Paula convergiram na importância do trabalho na formação de atletas para o futuro olímpico do Brasil -  (crédito:  Tatiana Ferro/CBC)
Lars Grael e Magic Paula convergiram na importância do trabalho na formação de atletas para o futuro olímpico do Brasil - (crédito: Tatiana Ferro/CBC)

Campinas (SP) — Entre medalhas, histórias e decisões estratégicas, o CBC & Clubes Expo 2026, fórum organizado pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) com painéis e apresentações técnicas, em Campinas, joga luz a um dos pilares mais determinantes do esporte brasileiro: a atuação de ídolos olímpicos. Na estrutura da entidade de fomento e formação esportiva, lendas das mais diversas modalidades adicionam a expertise como elemento central na construção de credibilidade, gestão eficiente e desenvolvimento da base esportiva.

A presença de nomes como Magic Paula, Maurren Maggi e Lars Grael vai além do simbolismo. Dentro da estrutura do CBC, os atletas olímpicos ocupam funções estratégicas, participam de decisões e atuam diretamente na definição de políticas voltadas à formação esportiva. A experiência acumulada nas quadras, pistas e mares se transforma em ferramenta de gestão. Atualmente, a entidade conta com, pelo menos, seis referências ocupando cargos de colegiado e atuando como embaixadores.

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A importância desse protagonismo passa diretamente pela credibilidade construída ao longo de décadas. Para Emerson Appel, gerente de Esportes e Relações Institucionais do CBC, a presença de ídolos legitima decisões e fortalece a confiança no trabalho desenvolvido. “Você viu o Lars Grael falando ali, a Maurren Maggi, a Magic Paula. O Lars foi secretário nacional de esportes, campeão mundial, medalhista olímpico. A história dele… ele perdeu uma perna em um acidente, criou o Instituto Grael, formou atletas e voltou a ser campeão mundial. A credibilidade que um cara desses tem para falar é enorme. Ele é uma lenda e veste a camisa igual à minha”, explicou, em conversa com o Correio.

A solidez institucional, ampliada pela participação de atletas conhecedores das necessidades do esporte nacional, também aparece nos números. Segundo Appel, o CBC já executou quase um bilhão de reais em uma década, com histórico limpo nos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU). “A gente já executou quase um bilhão de reais em dez anos. Com tudo o que vemos por aí, zero problemas com o TCU, zero glosas, zero determinações. Isso mostra credibilidade”, completou. O cenário reforça a confiança em um modelo de união entre gestão técnica e experiência prática de quem viveu o alto rendimento.

Maurren Maggi exerce funções no colegiado do CBC, além de atuar como embaixadora do comitê
Maurren Maggi exerce funções no colegiado do CBC, além de atuar como embaixadora do comitê (foto: Tatiana Ferro/CBC)

Dentro do Conselho de Administração, a participação de ex-atletas transforma vivência em política esportiva. Magic Paula, medalhista olímpica no basquete, destaca o impacto direto desse envolvimento na tomada de decisões vitais para a estrutura de formação no país. “Tenho muito orgulho de fazer parte da família CBC. Depois de dois anos no Conselho, decidindo para onde vai o dinheiro, vejo um trabalho incrível. A gente participa de fóruns pelo país e percebe o quanto esse trabalho é diferenciado”, discursou.

A ex-armadora também aponta o papel do Comitê em um cenário nacional ainda instável. “Vivemos em um país com um sistema esportivo totalmente clubístico e tínhamos esse gap, com estruturas se afastando e sem recursos para manter o trabalho. Estamos ajudando a melhorar a gestão desses clubes. Ninguém pega o dinheiro de maneira fácil. É distribuído com muita responsabilidade. Esse nicho estava sendo esquecido e poderia até desaparecer. Sem recurso, sem estrutura, não tem resultado”, completou, reforçando o impacto direto do investimento na base.

A mesma leitura aparece na fala de Maurren Maggi, campeã olímpica no salto em distância em Pequim-2008. “Quando entendi o que era o CBC, acendeu uma chama em mim, uma esperança muito grande para a melhoria do esporte no país. Acho que só através dos clubes teremos a oportunidade de descobrir atletas de várias modalidades”, afirmou. “Dentro dos clubes, existe a possibilidade de desenvolver modalidades, abrir oportunidades para quem está começando e dar condições para os grandes atletas seguirem com excelência. Agora, faço parte do conselho e quero contribuir com dedicação e honra”, completou.

A base desse modelo encontra respaldo histórico. Para Lars Grael, medalhista olímpico em Seul-1988 e Atlanta-1996, a formação esportiva no Brasil sempre esteve ligada aos clubes. “A estrutura no país é e sempre foi clubística. Se analisarmos Jogos Olímpicos e Pan-Americanos, cerca de 90% da equipe brasileira é formada por atletas de clubes ou oriundos de projetos ligados a eles”, destacou. Os dados reforçam a análise do ex-velejador. Em Tóquio-2020, 268 atletas, ou 88% da delegação, iniciaram em clubes formadores. Em Paris-2024, o índice subiu para 89%.

A convergência entre experiência esportiva e gestão institucional cria um ambiente no qual as decisões passam a refletir, com maior precisão, as demandas reais do alto rendimento. O impacto vai além da governança: aparece na qualificação de projetos, na distribuição mais eficiente de recursos e no fortalecimento de clubes em diferentes regiões do país. Nesse cenário, a presença de ídolos olímpicos deixa de ser apenas simbólica e se consolida como peça-chave na construção de um modelo mais sólido, conectado com a realidade do esporte brasileiro e com potencial de elevar o país a um novo patamar competitivo no ciclo olímpico.

*O repórter viajou a convite do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC)

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DQ
postado em 23/04/2026 12:37
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