CBC & Clubes Expo

Luiz Eduardo Baptista dispara sobre momento das SAFs de Vasco e Botafogo

Presidente do Flamengo comenta negociação bilionária envolvendo o cruzmaltino e critica condução financeira do Botafogo, em meio a recuperação judicial e afastamento de John Textor do comando da SAF

Posse do novo Presidente Do Clube de Regatas do Flamengo - Luiz Eduardo Baptista 18-12-24
 -  (crédito: Paula Reis/Flamengo)
Posse do novo Presidente Do Clube de Regatas do Flamengo - Luiz Eduardo Baptista 18-12-24 - (crédito: Paula Reis/Flamengo)

Campinas (SP) - O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, elevou o tom ao analisar o momento recente das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Rio de Janeiro, com foco em dois casos de grande repercussãono estado. De um lado, a negociação bilionária envolvendo o Vasco da Gama; do outro, a crise institucional vivida pelo Botafogo, marcada por pedido de recuperação judicial e decisão que afastou o investidor John Textor da gestão. O dirigente disparou sobre os temas nesta quinta-feira (23/4), durante o CBC & Clubes Expo, em Campinas.

No cenário vascaíno, o empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, negocia a aquisição de 90% da SAF cruzmaltina por, aproximadamente, R$ 2 bilhões. Na visão de Bap, a possível operação reacende discussões sobre limites regulatórios e conflitos de interesse no futebol brasileiro, especialmente sobre a relação indireta com o alviverde, clube presidido pela madrasta do interessado no futebol vascaíno.

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“Vamos falar especificamente do caso de Palmeiras e Vasco. No mundo inteiro, tem soluções em que fica muito claro que não é possível ser dono de dois clubes. ‘Ah, mas ali não tem propriedade cruzada’. É claro que tem, a legislação nacional muito clara a respeito disso”, afirmou Baptista, ao questionar a viabilidade desse tipo de estrutura no país. "Eu queria ver qual a instituição financeira que vai emprestar dinheiro pra vocês e pedir como garantia o título da dívida. Se eu fosse banqueiro, pediria São Januário, um ativo real. Quem pediria ações da SAF? Talvez quem queira assumir a SAF do Vasco", cutucou.

No caso do Botafogo, o contexto envolve um cenário de instabilidade financeira e jurídica. Na quinta-feira (22/4), o clube protocolou pedido de recuperação judicial junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), buscando reorganizar dívidas acumuladas ao longo dos últimos anos dentro do modelo de SAF. Já na sexta-feira (23/4), uma decisão arbitral vinculada à Fundação Getulio Vargas (FGV) determinou o afastamento automático e imediato do empresário norte-americano John Textor do comando da SAF alvinegra.

Ao comentar o episódio da RJ, Bap direcionou críticas à forma como o instrumento vem sendo utilizado no futebol, apontando possível distorção no propósito inicial do modelo. "Você pede uma recuperação judicial e, incluso nisso, está a primeira parte da dívida que você, em tese, entrou como solução para cobri-la. Então, você não cobriu a dívida antiga, você fez mais R$ 1 bilhão e tanto de dívida, e agora é um pacote único de reformulação", analisou.

*O repórter viajou a convite do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC)

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DQ
postado em 23/04/2026 21:39
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