A morte de Oscar Schmidt gerou uma onda de comoção no esporte brasileiro e internacional. Ídolos do basquete, do vôlei e de diversas outras modalidades se manifestaram nas redes sociais para relembrar a importância histórica do ex-jogador na história do país e para prestar solidariedade à família, amigos e admiradores.
No basquete, um dos primeiros a se manifestar foi o ex-jogador da seleção brasileira e da NBA Anderson Varejão, que relembrou a convivência com o ídolo e destacou sua importância para o país. Em publicação nas redes sociais, escreveu: “Obrigado por tudo que fez pelo nosso país. Obrigado pelos bons momentos juntos. Meus sentimentos à família e amigos. Descanse em paz, meu amigo”.
Duas das maiores jogadoras do basquete brasileiro, Maria Paula Gonçalves da Silva, a 'Magic' Paula, e Hortência Marcari também se manifestaram publicamente para lamentar a morte de Oscar. De acordo com Hortência, o ídolo se manteve como uma figura de importância e inspiração, mesmo após a aposentadoria, em 2003.
"Isso é um momento muito difícil para quem viveu o basquete na mesma geração que ele, que viu a construção do basquete, do legado que o Oscar foi deixando para o Brasil, o patriotismo que esse homem tinha na sua cara, no seu coração, como ele demonstrava a garra, a força de vontade que ele tinha quando ele entrava numa quadra. Quando eu recebi a notícia, foi como uma bomba caindo na minha cabeça. Quando a gente tem um ídolo, a gente acha que ele é eterno, mas ele não é", afirmou, em entrevista à Band.
Em entrevista à CNN Brasil, Magic Paula falou em cumprimento "da missão no planeta" por parte do ex-jogador. Para ela, apesar de não ter sido o mais forte ou o mais habilidoso, foi o "mais clínico". "Foi um cara predestinado, insistente e disciplinado. Para mim, foi o maior arremessador do basquete brasileiro, reverenciado fora do nosso país, pelos gringos (...). Então, eu acho que o Oscar fez a sua parte e sua missão aqui nesse planeta, na nossa terra, como atleta, como profissional. A gente perde um grande amigo, né?", lamentou.
"Eu acho que a gente precisa, hoje se você for perguntar, sabem mais do basquete americano do que essa geração que antecedeu o Oscar, a geração Marcel, Oscar, a geração que fez tanto pelo basquete. O feminino também, a gente tem que estar sempre cutucando, e falar do Oscar, a gente vai falar a vida inteira, porque foi um legado incrível que ele deixou, principalmente de disciplina e de amor à camisa", acrescentou.
Em postagem nas redes sociais, a ex-jogadora de vôlei Virna Dias, um dos pilares da Seleção Brasileira dirigida por Bernardinho durante os anos 1990 e 2000, lamentou a morte do "grande e querido amigo".
"Hoje o Brasil perde um de seus maiores ícones, e eu perco também um grande e querido amigo. Me despeço de Oscar Schmidt com o coração apertado, mas transbordando gratidão por ter compartilhado tantos momentos ao seu lado (...) Que o céu o receba em festa, à altura do gigante que você sempre foi. Descanse em paz, meu amigo. Você fará muita falta", escreveu.
Ex-jogador da NBA e primeiro brasileiro a tornar-se técnico da liga, ao assumir o Portland Trail Blazers, função que ainda ocupa, Tiago Splitter falou sobre a morte do ex-jogador potiguar durante coletiva de imprensa, concedida antes de confronto contra o San Antonio Spurs, pelos playoffs do torneio.
"Não tem muito o que falar, o Oscar representa muito do nosso basquete e a gente vai sentir muita falta dele", lamentou.
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