LIBERTADORES

"Craque o Flamengo faz em casa", e Evertton Araújo é exemplo

Em ascensão sob a tutela de Leonardo Jardim, Evertton Araújo ganha moral no Flamengo e se consolida como escolha natural quando está à disposição. Hoje, volante chega ao 11º jogo seguido e estabelece maior série da carreira

Volante de 23 anos aproveitou brecha dada por lesão de Pulgar para assumir a titularidade -  (crédito: Divulgação/Flamengo)
Volante de 23 anos aproveitou brecha dada por lesão de Pulgar para assumir a titularidade - (crédito: Divulgação/Flamengo)

O contexto milionário do futebol do Flamengo nas últimas temporadas redimensionou o espaço dos jogadores revelados nas categorias de base no elenco principal. Desde 2019, quando o clube passou a esbanjar investimentos altos, o nível da concorrência aumentou, permitindo o lançamento de atletas formados no Ninho do Urubu com maior cautela ou até dificultando a ascensão. Mas, de tempos em tempos, um nome fura a bolha. Neste ano, o cria da vez é Evertton Araújo. Na partida de hoje, às 21h30, diante do Independiente Medellín, pela quarta rodada da Libertadores, o volante de 23 anos engatará o maior número de partidas consecutivas da carreira profissional.

Em uma era na qual os ídolos flamenguistas vêm de fora, há quem soube representar a máxima "craque o Flamengo faz em casa". João Gomes, Wesley, Matheuzinho e Wallace Yan são exemplos de jogadores da base com prestígio recente no clube. Os dois primeiros, hoje, desbravam a Europa. Alçado ao profissional rubro-negro em 2024, Evertton Araújo segue, naturalmente, caminho semelhante. No duelo diante dos colombianos, o volante engatará a 11ª partida consecutiva como titular da equipe dirigida pelo técnico Leonardo Jardim, em duelos nos quais esteve à disposição. Nas temporadas anteriores, o camisa 52 se aproximou, mas não estabeleceu tal marca.

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Evertton foi alçado ao time principal do Flamengo em meio à era Tite, mas ganhou a primeira grande minutagem com Filipe Luís. Na reta final de 2024, engatou 10 jogos seguidos, com 805 minutos em campo e três cartões amarelos. Na sequência, saiu do banco apenas uma vez e não foi acionado apenas quando esteve suspenso, entre o sétimo e o oitavo jogo do recorte. No ano passado, também sob a tutela do antigo treinador, a maior série abrangeu oito partidas, três delas iniciando como reserva, com 510 minutos e um amarelo.

Em 2026, duas nuances contribuíram no desabrochar do volante: a chegada de Leonardo Jardim e a brecha gerada pela lesão de Erick Pulgar. Sem a concorrência do chileno nos últimos nove duelos sob a batuta do luso-venezuelano, o cria do Ninho engata, hoje, a 11ª partida consecutiva, todas como titular. O recorte soma 826 minutos, um gol, uma assistência, um amarelo e uma expulsão direta. Apenas o vermelho recebido diante do Corinthians, o primeiro duelo da série, o fez ficar de fora da equipe. Ou seja, quando está à disposição, Evertton é quase uma escolha natural da nova versão rubro-negra.

 


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DQ
postado em 07/05/2026 03:01
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