
O Brasília Basquete vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Flamengo, no Maracanãzinho, hoje, às 19h, pelo segundo jogo da série melhor de cinco das quartas de final do Novo Basquete Brasil (NBB). À frente na disputa após a vitória por 85 x 80, na terça-feira, no Ginásio Nilson Nelson, a franquia candanga aposta na lei do ex da área técnica para resolver a classificação ainda em solo carioca, onde ocorrerão os dois próximos duelos. Atual treinador dos extraterrestres, Dedé Barbosa jogou pela equipe rubro-negra e quer deixar de lado o sentimento pelo ex-clube para ajudar os brasilienses a chegarem à semifinal.
A relação de Dedé com o basquete começou muito antes de o treinador ganhar destaque com a prancheta. Durante 14 anos, o jogador de 2,01m prestou serviço como ala em sete franquias diferente. Pelo Telemar/Rio de Janeiro, por exemplo, sagrou-se campeão brasileiro. O Flamengo, no entanto, foi a equipe na qual o carioca teve mais passagens: três espalhadas entre as temporadas 1998, 2003/2004 e 2009/2010. Vestindo rubro-negro, Barbosa encerrou a carreira após jogar a segunda edição do NBB.
O reencontro com a equipe carioca na fase decisiva da temporada 2025/2026 faz o treinador voltar no tempo, mas sem desviar a atenção do objetivo principal com a franquia candanga. "O Flamengo foi um clube muito importante na minha trajetória como jogador. Mas, hoje, eu estou totalmente focado no Brasília. Tenho muito orgulho do trabalho que estamos construindo aqui e encaro esse confronto com muito profissionalismo e respeito", contou ao Correio.
No comando do Brasília desde 2022, o treinador fez a franquia do DF chegar aos playoffs ano passado. O feito não ocorria desde a temporada 2018/2019. Contudo, os extraterrestres acabaram eliminados para o São Paulo, ainda nas oitavas. Neste ano, Dedé Barbosa atingiu um feito maior ao recolocar a equipe local nas quartas após nove anos. "A cidade me abraçou de uma forma muito especial. Respira esporte e tem uma torcida apaixonada. Eu vejo uma evolução muito grande em todos os aspectos: estrutura, organização, mentalidade e conexão com o torcedor. Hoje existe uma identidade muito clara e isso foi sendo construído dia após dia, com muito trabalho", ressalta.
Se o Brasília garantir vaga nas semifinais, a equipe do DF quebrará um jejum de 10 anos sem chegar a essa fase do NBB. "Eu tenho esperança de ganhar aqui. Se você quer saber a verdade, eu prefiro ganhar um título aqui do que em qualquer outro lugar", prospectou. "Eu acredito muito no potencial do Brasília. Ver o time em outro patamar mostra que o trabalho está no caminho certo, mas a nossa ambição continua muito alta. A gente quer recolocar Brasília entre os grandes protagonistas do país", afirmou.
Dedé Barbosa começou como treinador na temporada 2014/15 do NBB, pela equipe do Limeira. No mesmo ano, recebeu o Troféu Ary Vidal, dado ao melhor treinador do torneio. Passados 12 anos desde o início da trajetória, o comandante reflete, em 2026, sobre como o tempo lapidou a identidade à beira do gramado. "No começo da carreira, você quer resolver tudo na intensidade e na emoção. Com o tempo, aprende a entender melhor o jogo, o momento do atleta e, principalmente, a gestão humana", destacou.
Embora atue no basquete, Dedé busca referências estratégicas no futebol. Na visão dele, a liderança e a gestão de pessoas são competências universais com capacidade de transcer as quatro linhas de qualquer modalidade. "Admiro muito o Pep Guardiola e Alex Ferguson pela capacidade de renovação e longevidade. Eu observo muito como os grandes líderes conseguem manter equipes competitivas por muitos anos. Isso é sempre um grande objetivo", pontuou.
*Estagiário sob a supervisão de Marcos Paulo Lima

Esportes
Esportes
Esportes
Esportes
Esportes
Esportes