Ginástica

'Backflip': conheça o salto da ginástica que viralizou

Enquanto vídeos nas redes sociais prometem que o movimento pode ser aprendido em até uma hora, atletas da ginásticas artística mostram que a técnica é fruto de muito treino

Mortal para trás, ou backflip -  (crédito: MokaJou/Pexels)
Mortal para trás, ou backflip - (crédito: MokaJou/Pexels)

Você sabe dar um mortal para trás? Uma trend nas redes sociais tem feito essa pergunta aos internautas e desafiado os usuários a executarem o movimento, já conhecido da ginástica e do parkour. Nos vídeos, pessoas afirmam que fazer o famoso “backflip” é mais simples do que parece e que pode ser aprendido em até uma hora. 

“Provando que o mortal para trás não é difícil” ou “envie isso para o seu amigo que precisa aprender o ‘backflip” são alguns das publicações que viralizaram recentemente no Instagram. 

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O influenciador norte-americano IShowSpeed, por exemplo, é famoso por executar as cambalhotas para trás em praticamente qualquer lugar: cercado de ratoeiras, em cima de um elefante ou até em um tanque de tubarões.

No entanto, executar o salto não é tão fácil assim e é essencial ter acompanhamento técnico adequado para evitar lesões graves. O movimento exige coordenação motora, força e muita prática para ser executado sem riscos. Para atletas da ginástica artística, o mortal para trás é fruto de muito treino.

“É um movimento que exige um grau de segurança para ser aprendido. Qualquer erro pode ser grave ou até fatal. Infelizmente, temos casos de pessoas que caem e machucam o pescoço”, alerta o professor Antônio Falcão, da Casa Vup, na Asa Sul. 

Na prática

O mortal para trás envolve três etapas importantes, segundo o instrutor: o salto, onde, a partir de uma base firme, a pessoa se impulsiona e lança o corpo para trás; o grupamento, quando os joelhos se encolhem na direção do tronco, ainda no ar; e a aterrissagem, um dos momentos mais difíceis para os atletas.

Na ginástica artística, a execução é milimétrica. Entre os quesitos de avaliação do movimento, estão a posição das pernas, pontas dos pés e angulação dos braços. Cada uma dessas etapas é praticada em colchões amortecedores antes de chegar no tablado.

As ginastas Beatriz Pitanga, de 15 anos, Lais Souza, de 19, e Gabriela de Araújo, 22, garantem: o treino é essencial. 

Perguntadas sobre quanto tempo foi necessário para aperfeiçoar o salto, as respostas passam bem longe do prometido nos vídeos da trend. “Foram cinco anos para (o salto) ficar firme”, calcula Gabriela, a mais experiente do trio. 

Para quem ficou tentado a executar o movimento, Antônio Falcão explica que a melhor opção é buscar um local especializado, com a ajuda de instrutores. “É um movimento que qualquer um pode se preparar física, técnica e mentalmente para fazer, mas recomendo que todos procurem um profissional para aprender”, afirma.

 

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postado em 20/05/2026 22:06 / atualizado em 20/05/2026 22:22
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