Futebol

Escola italiana: Ancelotti monta defesa do Brasil com DNA do "catenaccio"

Dos 26 jogadores com check-in marcado para amanhã na Granja Comary, oito trabalharam na Itália

Pode até ser mera coincidência, mas há um
Pode até ser mera coincidência, mas há um "modus operandi" combinado com uma justificativa - (crédito: Reprodução/Fifa)

As escolhas da maioria dos defensores de Carlo Ancelotti em um ano de trabalho têm uma característica: a passagem pelo futebol italiano. Inegavelmente, uma das melhores escolas do mundo na proteção à area. O catenaccio (ferrolho) é uma das expressões do modelo.

Dos 26 jogadores com check-in marcado para amanhã na Granja Comary, oito trabalharam na Itália. Aprenderam sobre obediência tática e carregam ensinamentos úteis a Ancelotti: o goleiro Alisson, os zagueiros Marquinhos, Ibañez, Danilo e Bremer, além dos laterais Wesley, Alex Sandro e Douglas Santos.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Pode até ser mera coincidência, mas há um "modus operandi" combinado com uma justificativa. "A história fala muito claro: ter talento e defender bem. Estou convencido de que ganha a Copa quem sofrer menos gols, e não quem faz mais. O trabalho defensivo é muito importante", sustenta o técnico de 66 anos.

O capitão Marquinhos foi lapidado na Itália. Jogou na Roma em 2012/13 antes da transferência rumo ao PSG. Atuou como lateral-direito, zagueiro e líbero no time da capital com o técnico tcheco Zdenek Zeman e depois sob a batuta do italiano Aurélio Andreazzoli.

Em março, o lateral-direito do Brasil na vitória por 3 x 1 contra a Croácia foi o versátil zagueiro Roger Ibañez. O gaúcho formado na base do Fluminense tem passagens por Atalanta e Roma de 2019 a 2023. Passou no teste emulando o lesionado Éder Militão.

Debutante no Campeonato Italiano nesta temporada, o lateral-direito Wesley superou as expectativas atuando como ala-esquerdo no sistema 3-4-2-1 de Gian Piero Gasperini. Entregou cinco gols e uma assistência na Roma e é disputado no mercado.

O lateral-esquerdo Douglas Santos está no Zenit, mas tem uma passagem rápida pela Udinese. Foram três partidas na temporada de 2013/2014 sob o comando do técnico Francesco Guidolin.

Homem de confiança do Carletto, Danilo jogou em todas as posições da defesa na Juventus. Isso ajuda a explicar a preferência do italiano por ele para ser uma espécie de extintor de incêndio na Copa. Em caso de emergência, pode ser acionado nas duas laterais e na zaga em ambos os lados. Antes de se transferir para o Flamengo, atuava como beque pelo lado esquerdo. Alex Sandro defendeu a Velha Senhora de 2015 a 2024 e evolui muito da formação no Santos até a passagem pela Juventus.

Autor do gol do Brasil contra a França, Bremer é outro jogador com formação italiana. O baiano de Itapitanga, com passagem por Desportivo Brasil, São Paulo e Atlético-MG na base, deixou o Galo para trabalhar no Torino, veste a camisa da Juventus e conquistou Ancelotti. Até o goleiro predileto tem "raízes italianas": Alisson defendeu a Roma de 2016 a 2018.

Carlo Ancelotti passou dois jogos sem sofrer gol na estreia pelo Brasil. Questionado pelo Correio se era um troféu, respondeu dizendo nas entrelinhas o que pretende na América do Norte. "Eu sou italiano, não se esqueçam, eu sou italiano. A equipe trabalhou bem atrás, o Casemiro fez um esforço extraordinário", elogiou o treinador.

 


  • Google Discover Icon
MP
postado em 26/05/2026 05:01
x