
A Copa do Mundo nos Estados Unidos, no México e no Canadá desperta o interesse de menos de 30% dos adultos americanos, segundo uma pesquisa publicada nesta terça-feira (2/6), nove dias antes do início do torneio.
Mais de dois terços (66%) das 3.507 pessoas entrevistadas em março pelo Pew Research Center disseram que não acompanharão ou acompanharão muito pouco o Mundial de futebol, que começa em 11 de junho.
Somente 28% afirmaram que vão seguir a competição, que na realidade interessa a apenas 14% dos entrevistados. Esses números são uma prova de que o futebol, apesar de ser o esporte mais popular entre os jovens, ainda tem um longo caminho a percorrer nos Estados Unidos.
A liga profissional americana (MLS), criada um ano antes da Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos, ficou estagnada por um longo período antes de vivenciar um "boom" há uma década, graças às chegadas de jogadores famosos como David Beckham, Zlatan Ibrahimovic e Lionel Messi.
A MLS atraiu 11,2 milhões de espectadores em 2025, mas os torcedores estão demonstrando maior interesse pelos grandes clubes europeus ou, no caso de comunidades imigrantes, nos clubes de seus países de origem.
A pesquisa também mostra que 54% dos imigrantes dizem querer acompanhar a Copa do Mundo, a primeira com 48 seleções, frente a apenas 23% das pessoas nascidas nos Estados Unidos.
Dentro da comunidade imigrante, asiáticos (44%) e hispânicos (42%) são os que mostraram maior interesse pelo torneio.O peso dos latino-americanos que vivem no país (cerca de 20% da população) se reflete nas previsões sobre quem será o campeão: a Espanha reúne a maioria dos votos (9%), seguida pela Argentina, atual campeã, e pelo Brasil (8% cada).
A França, segunda colocada no ranking da Fifa, foi a quarta mais votada, à frente de Estados Unidos, Alemanha e México. O Pew Research Center ressalta que as respostas podem ter mudado desde a realização da pesquisa.
A empresa também mencionou um estudo de 2023 que mostrou que, para mais da metade dos adultos (53%), o futebol americano era o esporte preferido nos Estados Unidos, em comparação com os apenas 3% que optaram pelo futebol.

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