
Atuar com um jogador a menos, muitas vezes, é uma condenação de fracasso na luta por um objetivo coletivo, ainda mais em uma partida eliminatória, em que cada detalhe é crucial. O Corinthians, porém, inverteu a lógica para ultrapassar o "sinal vermelho" e seguir adiante na Libertadores da América. Nesta quinta-feira (20/8), o clube paulista superou todo um segundo tempo sem uma peça após Raniele ser expulso, apostou na resiliência e bateu o Rosario Central por 1 x 0. O resultado foi suficiente para garantir a vaga alvinegra nas quartas de final.
Nos dois jogos contra o Rosario Central, o Corinthians flertou com a eliminação por não conseguir controlar os nervos. No duelo de ida, na Argentina, Allan recebeu cartão vermelho e forçou um alto nível de concentração dos companheiros para segurar o 0 x 0 fora de casa. Ontem, o alvinegro tinha a torcida a favor. No entanto, nem isso evitou o destempero de Raniele. Sem o volante, o alvinegro tomou alguma pressão, mas segurou os argentinos e contou com a ajuda de um "reforço caseiro" para avançar. De volta após longo embrolho de renovação, Memphis Depay deu a assistência do gol de Breno Bidon.
A enredo da classificação diante do clube argentino cumpriu quase todos os requisitos padrões dos duelos contra times do país vizinho. Durante todo o duelo, o Rosario Central deixou a partida no nível máximo de risco. A postura entregou muita vontade vinda dos dois lados. No entanto, faltou futebol. Mesmo quando tentava ser propositivo, o Corinthians pecava na qualidade das finalizações. Kaio César, Gustavo Henrique e Gabriel Paulista desperdiçaram as principais oportunidades. Os hermanos apostaram na velocidade, mas praticamente não incomodaram Hugo Souza.
Na etapa final, o cenário permaneceu dominado pelo nervosismo. Aos 10, o Corinthians pagou caro por não controlar os nervos. Raniele acertou a trava da chuteira em Copetti. Chamado pelo VAR, o árbitro expulsou o camisa 14 de maneira direta. Com um a mais, o Rosario assustou. Navarro chutou por cima; Campaz mandou rente à trave; e Copetti perdeu a melhor chance argentina, de cara para Hugo Souza.
Acionado pouco antes, Memphis tentava, mas, isolado, pouco fazia. Isso até a bola parada resolver. O holandês cobrou falta lateral na primeira trave e achou Breno Bidon, providencial, para desafogar o alvinegro: 1 x 0. Empurrados pela torcida, os corintianos defenderam a vantagem no coração. Mesmo com volume, os visitantes não impediram a classificação paulista às quartas de final.
Nos dois jogos contra o Rosario Central, o Corinthians foi levado além do limite e precisou adicionar altas doses de resiliência para superar expulsões. Nas quartas de final, o alvinegro terá outro adversário argentino: o Estudiantes. O primeiro jogo será fora de casa e o segundo na Neo Química Arena. Dessa vez, os alvinegros não querem viver sob risco. Para isso, terminar com 11 ajudará, e muito, para deixar a equipe ainda mais forte na luta pelo bicampeonato continental.

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