
Invicta há seis partidas e líder do Grupo E das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2027, no Catar, a Seleção Brasileira masculina de basquete tem, nesta quinta-feira (27/8), às 20h10, no Ginásio Nilson Nelson, um desafio à altura. A adversária na estreia da segunda fase é a República Dominicana, a segunda equipe mais alta entre as 12 que buscam vaga no próximo Mundial, no Catar.
Com média de 1,98m, a República Dominicana fica atrás apenas dos Estados Unidos entre as sobreviventes nas Eliminatórias. O Brasil aparece na sequência, com 1,94m. A diferença de quatro centímetros, porém, ganha outra dimensão no garrafão: os dominicanos contam com jogadores como Joel Soriano (2,11m) e Al Horford (2,03m).
A força física dos dominicanos foi demonstrada na primeira fase. Na vitória por 87 x 79 sobre os Estados Unidos, em fevereiro, a equipe caribenha pegou 16 rebotes ofensivos e explorou o jogo próximo à cesta. O resultado é histórico para o país, pois marcou a primeira vitória sobre os norte-americanos nas Eliminatórias desde 1989. Em julho, a República Dominicana vendeu caro a derrota por 82 x 81.
É nesse cenário que os pivôs brasileiros, como Tim Soares, ganham importância. Com 2,11m, ele é o jogador mais alto da Seleção Brasileira e terá pela frente um dos principais desafios do jogo: conter a força dominicana perto da cesta. O atleta, nascido nos EUA e criado em São Paulo, fará a primeira partida pela Seleção em território nacional.
Para Tim, a diferença de estatura precisa ser compensada com organização e ajuda entre os jogadores. O pivô destaca a importância de controlar os principais nomes do adversário e evitar que a República Dominicana consiga explorar a força perto da cesta. "Eles vêm jogando muito bem nessa área. A nossa ideia é ajudar um ao outro. Geralmente, há um ou dois que vão atacar mais, então temos que eliminar esses e o resto do time tem que ajudar no rebote", analisou.
A estratégia passa por confiar no trabalho feito nos treinamentos e não transformar a diferença física em um problema individual. "Mesmo sendo os mais altos, vai ser trabalho em equipe, com certeza. Estamos treinando isso e conhecemos bastante os jogadores. Será um ponto muito forte para nós aplicarmos e, se fizermos do jeito certo, acho que vamos levar a vitória", projetou.
Uma das novidades do Brasil para a partida é Raulzinho Neto. O armador de 34 anos não defendia a Seleção desde os Jogos de Paris-2024. A presença dele amplia as opções do técnico Aleksandar Petrovic para a posição.
A Seleção Brasileira voltará a jogar em Brasília após 11 anos. A última passagem pela capital havia sido em 2016, pelo Super Desafio BRA, contra Uruguai e Argentina. O reencontro com a torcida brasiliense terá ainda um significado especial: o Brasil fará uma homenagem a Oscar Schmidt, maior pontuador da história do basquete nacional, criado no Distrito Federal e que iniciou a carreira no Clube da Vizinhança. A Seleção jogará com um patch dourado com o rosto do ídolo e a inscrição "Oscar Eterno" na camisa. Léo Meindl também entrará em quadra com um símbolo importante: vestirá a camisa 14, eternizada pelo Mão Santa.
Na segunda fase, o Brasil terá pela frente, em ida e volta, República Dominicana, México e Estados Unidos, em ida e volta, totalizando seis partidas. A meia dúzia de vitórias conquistadas na etapa anterior é carregada para a nova classificação, e a Seleção começa na liderança do Grupo E, com 6-0. Os três primeiros colocados garantem vaga direta na Copa do Mundo de 2027, enquanto o melhor quarto colocado entre os três grupos também se classifica.
*Estagiária sob a supervisão de Victor Parrini

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