
A brasiliense Morena Cipriano deu as caras para a mídia ainda bebê. Apareceu nos braços do pai, o ala-pivô Márcio Cipriano, após o título do Novo Basquete Brasil (NBB) conquistado pelo Brasília Basquete em 2011. Começava o elo entre Morena e o basquete. Aos 15 anos, a atleta embarcou rumo aos Estados Unidos. Ela ganhou uma bolsa de estudos por meio do esporte. Foi na capital federal onde a jogadora deu os primeiros passos na modalidade.
O amor pelo esporte, principalmente pelo basquete, veio do berço. Márcio Cipriano fez história pelo Brasília Basquete no começo da última década e chegou à Seleção Brasileira. Pelo lado materno não foi diferente. Eula Karyne não se contentou apenas com o apoio doméstico. Participou efetivamente do crescimento da filha nas quadras e ensinou Morena desde a infância:
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"Eu treinei a Morena durante grande parte da carreira dela até o momento. Em janeiro de 2026, ela ganhou uma oportunidade no São José dos Campos, em São Paulo", contou em entrevista ao Correio antes do embarque da filha rumo à América do Norte.
Morena Cipriano começou aos sete anos no basquete. Em Brasília, foi destaque em torneios sub-15 pelo AACB Brasília/EK9 Basket antes de receber a oportunidade em São Paulo. No interior paulista, demonstrou talento até conseguir uma vaga para estudar e jogar nos EUA.
"Estou muito animada em ir aos Estados Unidos viver essa experiência. Vou sentir falta de Brasília, mas acredito que esse sonho vai me ajudar a ser mais independente, disciplinada e comunicativa. No DF, eu aprendi basicamente todo o meu basquete, principalmente a ter uma boa relação com meus companheiros. Tudo que aprendi até hoje foi nesse lugar", lembra a atleta, exaltando a cidade na qual atuou nas categorias de base.
O basquete foi um dos principais elos na família de Morena. A mãe treinou-a no EK9 Basket e, hoje, trabalha na formação de atletas pelas categorias de base, além de estar há mais de 30 anos na área. Para Morena, o sucesso dentro das quadras será sempre direcionado a quem a acompanha desde o começo: "O tamanho da influência que tive pelos meus pais foi de 100%. Eles sempre me falaram que eu tinha talento, que estava no sangue, me colocaram nas aulas, e tudo que sei até hoje é por causa deles", reconhece a jovem jogadora.
Ao lado do marido, Eula Karyne, além da influência para a filha, é uma das responsáveis pela ascensão do basquete feminino em Brasília. Hoje, ela divide os trabalhos dentro das quadras e fora delas, sendo coordenadora de educação física e técnica de basquete. Tem a própria escola, um centro de formação social e esportiva de jovens.
"As crianças que passam pelas nossas mãos não são lapidadas somente para se tornar jogadores profissionais no futuro, pois a vida de atleta é curta. Eu trabalho com a educação e formação de bons cidadão para a sociedade, pois se não virarem atletas, pelo menos viraram uma boa pessoa", explica Eula.
Estagiário sob a supervisão de Marcos Paulo Lima
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