
Em plena preparação para a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira feminina convocou, ontem, o grupo para os amistosos contra a Argentina, em outubro. A lista de 28 jogadoras escolhidas pelo técnico Arthur Elias, no entanto, não contou com nenhuma brasiliense. Dada a proximidade de sete meses do chamado final para o torneio da Fifa e a indicação do treinador de repetir cada vez mais as escolhas, as ausências chamaram a atenção. O cenário acende o alerta, mas não descarta totalmente a possibilidade de presença de atletas do Distrito Federal no Mundial.
Convocadas em algum momento ao longo do ciclo, as atacantes Gabi Portilho, Vic Albuquerque e Nycole Raysla, e as zagueiras Kaká e Tainara são as principais brasilienses no paréo por um lugar no grupo da Copa. No entanto, cada uma vive momento distinto para justificar a ausência. Segundo Arthur Elias, as escolhas foram embasadas em desempenho no clube; histórico com a Seleção; perspectivas para o período do Mundial; e calendário da temporada. A ausência das atletas foramadas no Distrito Federal se encaixam nos critérios.
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A ausência Gabi Portilho se explica no desempenho. A medalhista olímpica de prata em Paris-2024 jogou apenas 72 minutos desde julho no San Diego Wave. Convocada pela última vez em junho, ficou de fora com a baixa utilização. Vic Albuquerque e Nycole Raysla vivem momento oposto. Estão jogando por Corinthians e Benfica, mas não integram a Seleção desde novembro de 2024. A atleta do time português ainda está em início de temporada na Europa.
Kaká e Tainara ficam de fora da lista por questões médicas. As duas defensoras sofreram graves lesões em 2026. Kaká enfrentou uma ruptura no ligamento deltoide e uma fratura na fíbula do tornozelo esquerdo em abril e voltou a ser relacionada pelo Boston Legacy neste mês, mas ainda não jogou. Tainara teve uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo no Cruzeiro e se recupera.
Embora inclinado a dar sequência visando maximizar ritmo e entrosamento, Arthur Elias ressalta: a lista para a Copa está longe de ser fechada. Assim, a porta segue aberta para as brasilienses. "Foram essas as escolhidas agora, mas o futebol é rápido, ele muda e vamos observar a evolução de todas as atletas nesses sete meses e meio até a lista final. Falei que teríamos repetição maior de jogadoras, mas o mais importante é darmos oportunidade e criar consistência", explicou.
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