Futebol

Libertadores Feminina-2026 expõe o abismo de gênero nas pranchetas

Apenas cinco dos 16 clubes da competição no Equador são comandados por mulheres. Corinthians e Palmeiras representam o Brasil entre as equipes dirigidas por treinadoras

Emily Lima é uma das cinco treinadoras entre os 16 da Copa Libertadores da América Feminina -  (crédito:  Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians)
Emily Lima é uma das cinco treinadoras entre os 16 da Copa Libertadores da América Feminina - (crédito: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians)

A Copa Libertadores Feminina é mais um balizador do desequilíbrio na distribuição das pranchetas entre homens e mulheres. Dos 16 clubes candidatos ao título no Equador, apenas cinco são comandados por elas. Do quinteto, dois são times representantes do Brasil na competição continental.

Emily Lima escala o atual campeão Corinthians. A treinadora é conhecida no futebol mundial por comandar as seleções do Brasil, Peru e Equador, além de passagens pelo Levante, da Espanha, São Caetano e Juventus no futebol nacional.

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No Palmeiras, quem dá as cartas é Rosana Augusto. A ex-jogadora é uma das atletas com a maior quantidade de títulos internacionais. Ela ostenta no currículo a Champions League, Libertadores, Liga Norte-Americana e foi condecorada como Lenda da FIFA em 2019.

No Chile, a brasileira Tatiele Silveira é a técnica do Colo-Colo. A gaúcha tem um importante papel na luta pelo espaço feminino no futebol. Em 2019, quando estava à frente da Ferroviária-SP, se tornou a primeira mulher na história da modalidade a conquistar o Campeonato Brasileiro. Ao assumir o time chileno, em 2023, ela criou uma máquina vencedora ao embalar o bicampeonato nacional.

Tatiele Silveira entrar para a história como a primeira mulher a conquistar a competição. Fora a sequência de 30 vitórias consecutivas. A série coroou a treinadora com uma indicação ao prêmio de Melhor Treinadora do Mundo pela FIFA em 2025.

A Argentina e o Uruguai tem se especializado na valorização das técnicas. Mariana "Pomu" Sánchez comanda o Belgrano de Córdoba. Marcela Ferrari lidera o Nacional de Montevidéu.

Embora Emily, Rosana, Tatiane, Mariana e Marcela sejam a imagem de luta e resistência das mulheres na Libertadores, a realidade é outra: 11 dos 16 clubes escancaram o abismo de gênero na América do Sul. O comando masculino ocupa quase 70% na principal competição feminina do continente. A beira do campo continua sendo majoritariamente dominada por homens. Exceção entre os três times brasileiros, o Cruzeiro é comandado por Jonas Urias.

  • DE QUEM É A PRANCHETA?
  • Corinthians - Emily Lima
  • Colo-Colo - Tatiele Silveira
  • Santa Fé - Omar Ramírez
  • Cacaras - Gimino Tropiano
  • Palmeiras - Rosana Augusto
  • Belgrano - Mariana Sánchez
  • Universitario - Carlos Véliz
  • Independiente Del Valle - Gustavo Pineda
  • Cruzeiro - Jonas Urias
  • LDU - Gerardo Londoño
  • Bolívar - Darko Prada
  • Olimpia - Diego Urán
  • Deportivo Cali - John Alber Ortiz
  • Universidadde Chile - Nicolás Bravo
  • Libertad - Juliano de Fuentes
  • Nacional - Marcela Ferrari

*Estagiária sob a supervisão de Marcos Paulo Lima

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postado em 16/10/2026 09:54
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