Vôlei

Agnaldo Santos, o técnico que sabe o significado de "ser Brasília"

Profissional com 14 anos de clube ensaia, nesta sexta-feira, o representante do DF no duelo contra o Sesc/Flamengo pela Superliga Feminina

Aguinaldo Santos é a mente por trás do jogo do Brasília na Superliga -  (crédito: Rogério Guerreiro/Brasília Vôlei)
Aguinaldo Santos é a mente por trás do jogo do Brasília na Superliga - (crédito: Rogério Guerreiro/Brasília Vôlei)

Uma temporada de novos rostos e desafios também apresenta um novo personagem à beira da quadra do Brasília Vôlei: Agnaldo Santos. Embora nunca tenha estado sob os holofotes, o novo comandante da equipe brasiliense carrega o DNA do clube e é um entusiasta da modalidade. Poucos conhecem tão bem a trajetória do representante da capital na Superliga quanto o profissional, a serviço do clube há 14 anos. É dele a missão de orquestrar o time do DF contra o Sesc/Flamengo de Bernardinho, hoje, às 18h30, pela segunda rodada da Superliga. Os ingressos para o duelo no Ginásio da Federação estão esgotados. A GETV (YouTube) transmite.

Durante anos, Agnaldo foi o típico profissional de "pouca mídia e muito trabalho". De analista de desempenho a auxiliar técnico, o paulista de Birigui sempre esteve diretamente ligado à preparação e ao rendimento das jogadoras dentro de quadra. De perto, acompanhou quase todas as fases do Brasília, viu a última participação da equipe nos playoffs nacionais, em 2021, e agora sonha com o retorno.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Com a saída de Spencer Lee, a diretoria do Brasília Vôlei preferiu apostar em alguém da casa para assumir a prancheta. Conhecedor do que significa "ser Brasília", Agnaldo chegou para dar uma nova cara ao time, sem deixar de lado um trabalho já incorporado à rotina do projeto. "Ainda é difícil falar sobre desafios. Mas eu tenho alguns comigo, que é deixá-las (as jogadoras) melhores do que quando chegaram. Se cada uma delas falar que conseguiu um estágio maior na carreira, eu consegui ser um técnico diferente", destacou o comandante.

Mesmo brigando contra o rebaixamento nas últimas temporadas, o Brasília Vôlei nunca foi um adversário fácil. Ciente de uma das principais características do grupo, o treinador tem como objetivo manter a competitividade e a garra da equipe. Aos 49 anos, à frente de um time que disputa uma liga nacional, Agnaldo conta com a experiência para encarar cada partida. Sem estabelecer metas grandiosas, prefere trabalhar para alcançar os objetivos dia após dia e tentar levar o Brasília o mais longe possível.

"Não passou pela minha cabeça ser técnico", revelou. No vôlei desde 1996, o paulista acredita estar preparado para assumir o posto porque nunca deixou de buscar evolução na profissão. Por isso, o convite para se tornar treinador não foi uma surpresa. "Se Deus quiser, o friozinho sempre tem. Quem não tem o friozinho na barriga? Tem que ter. Essa coisa de expectativa, onde será que vai dar certo. Isso é bom, porque você tem uma segurança no que você vai fazer", afirmou.

*Estagiária sob a supervisão de Victor Parrini

  • Google Discover Icon
postado em 23/10/2026 05:00
x