O confronto entre Brasil x Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, às 17h deste domingo (5/7), contará com uma pitada de rivalidade inglesa. Isso porque o duelo, marcado para ocorrer no MetLife Stadium, em Nova Jersey, emulará o clássico da Premier League entre Arsenal e Manchester City através de Erling Haaland e Gabriel Magalhães.
- Leia também: Rayan é preservado e Endrick pode substituir Paquetá
O atacante norueguês e o zagueiro brasileiro são dois dos principais símbolos das equipes que formam uma das grandes rivalidades do futebol europeu. Desde a década passada, o time azul de Manchester e o vermelho de Londres têm dominado a elite na Inglaterra.
Entre si, venceram sete dos últimos 10 campeonatos. Foram seis títulos para os Cityzens e um para os Gunners. Apesar de ter levantado apenas uma taça, o Arsenal foi vice-campeão em três dos últimos quatro torneios. Com exceção da temporada 2024/2025 (Liverpool campeão) lutou pau a pau contra o time de Manchester pelo título. Depois de dois vices, finalmente ficou com o troféu.
A disputa acirrou a rivalidade. As equipes não são rivais históricos. Não formam um "clássico de bairro", com raízes sociais, por exemplo. Mas protagonizam duelos intensos pela hegemonia nacional. Parte deste contexto passa por Gabriel e Haaland. Em meio aos aguardados duelos entre os times, são esperanças das respectivas torcidas de confirmar a cerveja pós-vitória.
O zagueiro é um dos líderes de uma defesa conhecida por sofrer poucos gols. O time de Arteta foi o menos vazado no Campeonato Inglês nas últimas três temporadas. O paulista criado em Pirituba, neste recorte, atuou por 8.160 mil minutos. Só fica atrás do francês Saliba (9.076 mil), entre os defensores de linha.
O norueguês de Bryne é o homem-gol do City. Contratado justamente para isso, marcou 132 gols em 135 partidas pelo time azul. Em média, é quase um gol por jogo (0,97). Em apenas quatro anos, é tricampeão inglês e uma vez vencedor da Liga dos Campeões da Europa.
"Tretas" viveram primeiros capítulos ainda em 2024
Quando se encontram, eventuais provocações entre os dois são quase garantia. Além dos duelos físicos, as "tretas" começaram, de fato, em 2024. Em março, discutiram após um empate sem gols pela Premier League, e precisaram ser separados por Pep Guardiola.
No reencontro seguinte, em setembro, Haaland jogou uma bola, com as mãos, na cabeça de Gabriel após John Stones marcar o gol de empate em 2 x 2, já nos acréscimos. O norueguês foi até o gol, pegou a gorducha, e a arremessou no brasileiro, enquanto o zagueiro estava de costas, com as mãos no rosto. "Foi no calor do jogo, um pouco de tudo aconteceu naquela partida. O que acontece no campo de futebol, fica no campo. É assim que é. Não me arrependo de muitas coisas na vida", disse o atacante, semanas depois.
O troco veio em fevereiro de 2025. Naquela ocasião, o Arsenal goleou o City por 5 x 1. Durante todo o confronto, Magalhães provocou o rival. Comemorou um dos gols gritando na cara de Haaland, e, após uma dividida em que perdeu uma das chuteiras, pediu a ele que a buscasse.
"Fiz por ele ter jogado a bola na minha cabeça, para tirar uma onda como ele tirou onda de mim. Ele dominava, toda hora eu vibrava na cara dele. Cinco minutos, 1 x 0. Na hora que a gente fez o gol ele estava do meu lado, já saí gritando na orelha dele. Fez o gol, o filha da mãe, de cabeça, 1 x 1. Saiu a bola no meio, a gente 2 x 1. Viramos, 3 x 1, 4 x 1, 5 x 1", relembrou, em entrevista ao Podpah.
Na temporada seguinte, mais conflitos. Além de disputas de bola com direito a agarrões, protagonizaram momentos com empurrões e até camisa térmica rasgada. Em vitória por 2 x 1 do City, trocaram uma encarada, frente a frente. Gabriel fez um movimento de cabeçada, mas não acertou o rival. "Se eu tivesse caído (no chão), seria vermelho. Mas eu nunca faria isso", disse Haaland, depois do jogo.
Há, apesar de tudo, um sentimento de respeito entre ambos. Fora de campo, já foram vistos conversando. Depois dos jogos, já trocaram cumprimentos mais de uma vez. "É sempre um bom desafio jogar contra ele', disse Haaland, sobre o brasileiro. "Sim, claro. Ele é um jogador de ponta e, claro, acho que também gosta de jogar contra mim. Acho que é divertido. Nós curtimos isso", afirmou o zagueiro, em outra oportunidade, sobre o atacante.
O histórico entre ambos não pesa a favor do paulistano e da Seleção Brasileira. Até hoje, houve 11 jogos entre os dois. Haaland venceu cinco, contra apenas dois do defensor. Os outros quatro encontros terminaram empatados. Desta vez, no entanto, em cenário diferente, jamais se enfrentaram.
Saiba Mais
-
Copa 2026 Com um a menos, Estados Unidos vence a Bósnia e avança na Copa
-
Copa 2026 Time de segundo tempo? Bélgica vai às oitavas só com um gol antes do intervalo
-
Copa 2026 Heróis da Bélgica discutiram feio em campo antes da virada sobre Senegal
-
Copa 2026 Brasil tenta frear Odegaard para evitar novo carrasco camisa 10
-
Copa 2026 Além do talento: Rayan e Endrick se destacam por papéis táticos
-
Copa 2026 Veteranos do Brasil tentam evitar novos erros nas oitavas
