Principal entidade do futebol na Europa, a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) fez duras críticas ao órgão máximo da modalidade, a Federação Internacional de Futebol (Fifa), pela condução do caso de Folarin Balogun. Expulso contra Bósnia & Herzegovina na partida do dia 1º/7, o atacante teve a suspensão automática por recebimento de cartão vermelho anulada. Dessa forma, graças a uma brecha no regulamento, poderá enfrentar a Bélgica, pelas oitavas de final do Mundial, nesta segunda (6/7), às 21h.
Em nota (veja-a completa na íntegra), a Uefa afirmou que a Fifa "cruzou uma linha vermelha". Além disso, defendeu que a suspensão é uma regra automática, e que não deve ser flexibilizada. Classificou, ainda, a medida como "inédita, incompreensível e injustificável".
"O futebol, como qualquer outro esporte, se baseia em regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não. Quando a certeza das regras deixa de ser garantida por seus guardiões, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é comprometida", diz parte da nota.
Veja a nota completa da Uefa:
"A decisão de ontem de suspender por um período probatório de um ano a aplicação da suspensão automática de um jogo, consequência do cartão vermelho dado ao jogador Folarin Balogun, ultrapassou todos os limites.
O futebol, como qualquer outro esporte, se baseia em regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não. A suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser aplicada. É um princípio consagrado no regulamento, que não admite exceções, muito menos em meio a um torneio em que vários outros jogadores já estiveram na mesma situação e cumpriram suas suspensões regularmente.
Quando a certeza das regras deixa de ser garantida pelos seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada. Da mesma forma, tal decisão cria um precedente no torneio em curso, onde situações semelhantes passarão a exigir tratamento igualitário, em detrimento da competição.
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O futebol é o esporte mais amado do mundo porque é um jogo bonito e inspira confiança, já que é praticado em todos os lugares com as mesmas regras. Um torneio nunca é um evento isolado e, se o torneio em questão for a Copa do Mundo, ele tem o poder de gerar consequências positivas ou negativas para o futebol como um todo.
Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável."
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