A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 18,5% dos estudantes brasileiros relataram já ter sofrido abusos sexuais. Os alunos informaram que foram tocados, manipulados e beijados.
Além disso, quase 1 em cada 10 estudantes brasileiros já foram forçados a ter relação sexual contra a própria vontade. O levantamento revela que 8,8% dos adolescentes de 13 a 17 anos passaram por esse tipo de violência, um aumento de 3,8% em relação a 2019.
A pesquisa ouviu mais de 118 mil estudantes em todo o país. Entre as meninas, a situação é ainda mais grave: 11,7% relataram ter sido forçadas ou intimidadas a manter relações sexuais, o que envidencia uma vulnerabilidade maior desse grupo.
Na comparação com 2019, a PeNSE 2024 mostra avanço nos casos de assédio sexual entre estudantes de 13 a 17 anos. O percentual de adolescentes que relataram já ter sofrido esse tipo de violência aumentou 3,8 pontos percentuais, com crescimento mais expressivo entre meninas (5,9 %) e alunos da rede pública (4,2 %). A ocorrência é mais frequente entre jovens de 16 e 17 anos, faixa em que 20,9% afirmaram já ter passado pela situação. Entre os estudantes de 13 a 15 anos, o índice foi de 17,1%.
Quando questionados sobre os agressores, os estudantes apontaram, principalmente, outras pessoas fora do convívio direto (24,6%), seguidas por familiares (24,4%) e desconhecidos (24,0%). Também aparecem com frequência parceiros afetivos e amigos: namorado(a) foi citado por 21,2% e amigo(a) por 20,4% dos adolescentes.
A violência sexual foi evidenciada em todas as regiões do País, cuja maior prevalência foi registrada na Região Norte (11,7%). Os maiores percentuais de adolescentes vítimas de violência sexual foram evidenciados nos estados do Amazonas (14,0%), Amapá (13,5%) e Tocantins (13,0%).
Mesmo com diferenças entre os gêneros, o problema atinge estudantes de todo o país. Somados, os relatos indicam mais de 1,1 milhão de adolescentes que já foram forçados a ter relações sexuais e mais de 2,2 milhões que sofreram algum tipo de violência sexual.
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