NOVA SELEÇÃO

Concurso IBGE 2026: 36 mil vagas para analistas e agentes em todo o Brasil

Processo seletivo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística contempla cargos de nível médio e superior

Raphaela Peixoto
Gabriela Braz
postado em 17/05/2026 06:00 / atualizado em 17/05/2026 06:00
Ainda não foram divulgadas informações sobre datas de inscrição, aplicação de provas ou salários -  (crédito: Divulgação)
Ainda não foram divulgadas informações sobre datas de inscrição, aplicação de provas ou salários - (crédito: Divulgação)
 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve publicar ainda neste primeiro semestre os editais de um novo processo seletivo temporário com 36.946 vagas destinadas aos censos nacionais. A expectativa é de que sejam divulgados dois editais, conforme informou autarquia ao Correio. Ainda de acordo com o IBGE, a banca organizadora responsável pelas provas ainda não foi definida. 
As oportunidades serão distribuídas entre os cargos de analista censitário (AC), agente censitário administrativo (ACA), agente censitário de informática (ACI), agente operacional regional (AOR), agente censitário regional (ACR) e agente censitário de qualidade (ACQ). 
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Segundo as informações preliminares, as vagas para analista censitário serão destinadas tanto ao Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola quanto ao Censo da População em Situação de Rua. Já os demais cargos serão exclusivos para atuação no Censo Agropecuário. 
A seleção é aguardada com expectativa por candidatos de diversas regiões, principalmente em razão do grande número de vagas. Ainda não foram divulgadas informações sobre datas de inscrição, aplicação de provas ou salários. 

Do erro ao acerto 

Cambuy: simulado é para quem tem bagagem
Cambuy: simulado é para quem tem bagagem (foto: Arquivo Pessoal)

As matérias português, raciocínio lógico e geografia são as mais cobradas nos certames do IBGE. Para Eduardo Cambuy, coordenador do Gran Concursos, o erro mais comum dos concurseiros vem da falta de prática. “O aluno sabe todas as regras de crase, mas não fez provas anteriores nem resolveu questões e, por isso, acaba errando”, afirma.  Ele defende que o estudo da base deve ser seguido pela aplicação imediata do conhecimento. 
Para o conteúdo de ética e conhecimentos técnicos, Cambuy sugere testar definições para evitar a confusão » RAPHAELA PEIXOTO » GABRIELA BRAZ* Vem aí o concurso do IBGE NOVA SELEÇÃO São mais de 36 mil vagas destinadas aos cargos de analista e agente. O processo seletivo será destinado ao Censos Agropecuário, Florestal e Aquícola da População em Situação de Rua e Agropecuário entre conceitos similares. Sobre os simulados, ele destaca que a prática exige paciência e é ideal para quem  tem bagagem, enquanto iniciantes pós-edital devem focar totalmente em baterias de questões. Com duas horas diárias, o recomendado é intercalar duas matérias com pequenos intervalos. “O estudo pós-edital muda completamente”, diz, reforçando a necessidade de um cronograma que priorize disciplinas de maior peso. 
Com a licitação para a escolha da banca prevista para amanhã (18), os candidatos devem se atentar aos perfis das organizadoras. O educador pontua que a FGV costuma apresentar questões densas e complexas, enquanto a IBFC tende a ser mais recorrente e fiel ao nível de complexidade do cargo. “A IBFC respeita o nível da prova; já a FGV é complexa de qualquer forma”, conclui. 

Ponte para a estabilidade  

Weruska Nunes, 47 anos, estuda há cinco anos e vê no IBGE a união entre estabilidade e propósito. Apesar da rotina corrida e do trabalho em tempo integral, ela dedica duas horas diárias aos livros, intensificando o ritmo aos fins de semana. 
Seu método baseia-se em videoaulas para disciplinas novas e no reforço do conteúdo com questões. “As questões mostram os erros recorrentes e propõem mudanças de perspectiva”, explica. Nos momentos de cansaço, ela se apoia na constância e em seu objetivo final. Para Weruska, a aprovação é o caminho para a vida estável que planeja. 

Estratégia para o IBGE  

Ricardo Duarte Jr. alerta sobre as pegadinhas
Ricardo Duarte Jr. alerta sobre as pegadinhas (foto: Arquivo Pessoal)

O advogado especialista em concursos e professor Ricardo Duarte Jr., ajuda concurseiros com dicas que podem ser decisivas na hora da avaliação.  Durante a avaliação, ele sempre recomenda a “regra das três voltas” para otimizar o tempo de prova: primeiro, resolve-se o que se tem certeza; depois, as questões médias; e, por fim, as mais complexas. “Se demorar mais de 30 segundos, pule para a próxima”, orienta. 
Como o conteúdo técnico do IBGE é extraído diretamente do manual, Ricardo sugere foco total nessa área, que costuma ter questões diretas. O especialista também alerta as pegadinhas nas questões.  “Palavras como ‘sempre’ ou ‘nunca’ têm chances altas de estarem erradas, pois generalizam um conceito. Já alternativas que apresentam exceções costumam ser as corretas”, conclui. 
Além da técnica, o especialista destaca que a geografia do IBGE exige uma visão humana. Para ele, é essencial que o candidato compreenda a realidade social, os indicadores de desigualdade e a formação territorial do país para garantir um bom desempenho. 
*Estagiária sob a supervisão de Ana Sá 

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