Pesquisa revela que Geração Z é metódica nas compras

Pesquisa aponta que quase 40% dos jovens preferem guardar ou investir o dinheiro que sobra no mês. Mesmo com tanto acesso às tecnologias, Geração Z analisa antes de realizar a compra

Correio Braziliense
postado em 19/08/2026 16:52
 Levantamento com 4.834 jovens mostra que maioria pesquisa antes de comprar, confia em influenciadores menores e prioriza guardar dinheiro -  (crédito: Divulgação/CIEE)
Levantamento com 4.834 jovens mostra que maioria pesquisa antes de comprar, confia em influenciadores menores e prioriza guardar dinheiro - (crédito: Divulgação/CIEE)

Por João Hermógenes*

A pesquisa do Radar Jovem do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) entrevistou 4.834 jovens entre 14 e 28 anos e mapeou os hábitos de consumo e o comportamento digital da juventude em transição profissional no país. Apesar do estereótipo de imediatismo, os dados da pesquisa revelaram  que jovens da Geração Z são metódicos na hora de realizar compras.

Para as gerações anteriores, criou-se a imagem que as gerações mais novas, por terem nascidos com  grande contato com as redes sociais e tecnologias imediatas, teriam perfis impulsivos na hora da compra. O estudo, entretanto, mostra um perfil de jovens muito menos impulsivos e precavidos com suas compras.

A pesquisa apontou que 50,1% dos jovens conciliam estudo e trabalho e 54,5% pagam suas próprias compras de forma 100% autônoma. O detalhe que chama a atenção é a responsabilidade dos jovens ao sobrar dinheiro no mês. A prioridade da maioria é guardar ou investir (39,7%) ou ajudar nas contas da casa (14,4%). O método de pagamento por Pix é escolhido por 63,3% dos entrevistados e o crédito parcelado surge em segundo lugar (18,9%) como alternativa para viabilizar compras de maior valor.

Quando o assunto é confiança nas divulgações, o levantamento trouxe  a desmistificação da ideia de que o jovem compra por impulso e confia cegamente em influenciadores nas redes sociais. Dos entrevistados,  44,6% admitiram que preferem influenciadores de nicho e  apenas 6,3% confiam em influenciadores grandes e famosos. Os que não confiam em nenhum tipo de influenciador atingiu 34,1%.

Quando precisam realizar uma compra importante, 48,1% dos jovens respondentes afirmam que assistem a vídeos de review, 19,6% checam avaliações de outros consumidores e 18,6% comparam preços na internet.

Desde a pandemia da Covid-19, o consumidor diminuiu drasticamente a ida à lojas físicas, desde então compras na internet se tornaram o grande destino da população. O estudo revelou que plataformas e marketplaces on-line lideram com 70,2% das preferências, superando as lojas físicas 20,9% e o e-commerce próprio das marcas 7,3%.

Rodrigo Adib, Superintendente Institucional do Ciee
Rodrigo Adib, Superintendente Institucional do Ciee (foto: Reprodução)

Em entrevista ao Correio, Rodrigo Dib, Superintendente Institucional do Ciee, a imagem de geração que coloca Influenciadores digitais em pedestais é quebrada quando olhamos dados sólidos. “Quando o jovem tem mais estudo e já trabalha, ele tem uma uma visão de mundo mais pé no chão” acrescentou Dib.

 

*Estagiário sob supervisão de Marília Milhomen

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