
A fronteira terrestre entre o Brasil e a Venezuela, em Pacaraima (Roraima), amanheceu fechada neste sábado (3/1), na esteira do ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e da captura anunciada do presidente Nicolás Maduro por Washington, em uma ação sem precedentes na região.
A decisão provocou apreensão no governo brasileiro, que já manifesta receios de uma crise migratória na fronteira norte e reforça sua presença diplomática e de defesa na região.
O bloqueio da fronteira em Pacaraima ocorre após ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela, que resultaram, segundo o governo norte-americano, na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. As informações sobre a operação, relatadas por agências internacionais e autoridades americanas, marcam uma escalada dramática nas tensões na América Latina, com implicações regionais profundas.
Autoridades locais e do governo de Roraima afirmam que o fechamento é uma medida de segurança preventiva, e destacam que o monitoramento das rotas de circulação de pessoas e mercadorias seguirá em conjunto com órgãos federais.
Brasil avalia riscos migratórios
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, declarou que o governo brasileiro observa com cautela os desdobramentos e que não descarta elevar o efetivo das Forças Armadas na fronteira com Roraima, como forma de prevenir desequilíbrios migratórios e situações de instabilidade local. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência com diplomatas e militares para definir a resposta do Brasil diante do cenário de crise.
Desde antes da atual crise, o Brasil já implementava iniciativas como a Operação Acolhida, que presta apoio humanitário a venezuelanos em situação de vulnerabilidade que cruzam a fronteira.
O fechamento temporário do ponto de fronteira levanta alertas sobre como as autoridades brasileiras vão gerir a necessidade de assistência sem criar gargalos ou sobrecarregar ainda mais os serviços públicos locais.
Repercussão Diplomática
Nesta manhã, o chanceler venezuelano Yván Gil Pinto conversou por telefone com o ministro brasileiro Mauro Vieira, ressaltando a forte condenação ao que definiu como um “ato criminoso de agressão militar” por parte dos Estados Unidos. Vieira teria manifestado solidariedade à Venezuela frente ao ataque, segundo informações oficiais.
O Itamaraty vem mantendo uma postura de condenação de intervenções militares estrangeiras e reiterando a necessidade de soluções diplomáticas para a instabilidade na Venezuela, como vinham sido demonstradas em conversas anteriores entre os dois países.

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