
Um vídeo de animação divulgado pela televisão estatal do Irã nesta terça-feira (10/3) viralizou nas redes sociais ao retratar o país como vencedor em meio ao conflito com Estados Unidos e Israel. A produção, feita pelo instituto estatal Revayat-e Fath, usa personagens no estilo Lego para atacar o governo norte-americano e responsabilizar o Ocidente pela morte de estudantes em uma escola no sul do país.
Com cerca de dois minutos de duração e sem diálogos, o vídeo mostra uma narrativa simbólica que acusa os Estados Unidos e Israel de estarem por trás do ataque que matou 175 pessoas em um colégio para meninas na cidade de Minab. O curta é uma espécie de “guerra de propaganda” entre os três países em meio ao aumento dos ataques no Oriente Médio.
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A animação começa mostrando as figuras do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e de uma figura que representa o “demônio” observando um álbum identificado como “Arquivos Epstein”, em referência ao caso envolvendo o financista Jeffrey Epstein. Irritado, o personagem que representa Trump aperta um botão vermelho, dando início ao ataque.
Na sequência, um míssil atravessa as nuvens e atinge uma sala de aula onde alunas, representadas por bonecas com lenços cor-de-rosa, assistem à aula de uma professora. No quadro negro aparece a frase “Minha pátria é minha vida”. Logo depois, a cena muda para um cenário de destruição, com escombros espalhados, uma mochila e um par de sapatos rosa abandonados.
Veja vídeo:
Em outro trecho, um personagem que simboliza um oficial iraniano recolhe os pertences das vítimas e chora, antes de demonstrar revolta. A partir daí, a animação passa a mostrar ataques de retaliação realizados pelo Irã contra alvos americanos e israelenses na região, além de mencionar o impacto da crise no mercado internacional de petróleo, especialmente devido à tensão no Estreito de Ormuz.
A mensagem final da produção afirma que o vídeo foi feito “em memória das estudantes de Minab martirizadas pelas mãos de terroristas sionistas e americanos”. A obra foi exibida inicialmente na televisão estatal iraniana, mas se espalhou pelas redes sociais.
Nos últimos dias, autoridades do Irã intensificaram o uso de conteúdos audiovisuais e simbólicos para reforçar a versão de que o país estaria reagindo a agressões externas.
Na semana passada, o governo de Donald Trump divulgou um vídeo com estética inspirada no jogo Call of Duty, que mostrava imagens do conflito acompanhadas por uma espécie de “pontuação por mortes”.
No vídeo, a sequência começa com a animação de um soldado ativando um ataque aéreo em um tablet, semelhante à interface de um videogame. Em seguida, aparecem registros de bombardeios contra alvos iranianos divulgados recentemente pelas Forças Armadas dos EUA.
A cada explosão, surge na tela a pontuação “+100”, efeito comum em jogos de tiro para indicar eliminações. A trilha sonora e frases como “estamos vencendo esta guerra” e “tomamos o controle”, típicas do universo dos games, acompanham as imagens.
Os trechos exibidos mostram a destruição de diferentes equipamentos militares iranianos, como lançadores de mísseis, caminhões de transporte, drones, aeronaves e instalações consideradas estratégicas.

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