COP30

Brasil lidera roteiro global para reduzir dependência de combustíveis fósseis

Brasil, Colômbia e outros nove países estudam maneiras de reduzir a dependência de combustíveis fósseis

Entidades apontam que transição energética deve abordar tanto com a produção quanto com o consumo de combustíveis fósseis

 -  (crédito: freepik)
Entidades apontam que transição energética deve abordar tanto com a produção quanto com o consumo de combustíveis fósseis - (crédito: freepik)

Novo estudo publicado nesta terça-feira (10/3) mostra o avanço nas políticas internacionais de descarbonização. O levantamento, feito por organizações de diferentes países, incluindo o brasileiro Observatório do Clima, aponta que 46 países já apresentam plano de transição no setor energético. 

Vários países, entre eles Brasil e Colômbia, estudam estratégias para reduzir o uso e oferta de combustíveis fósseis. O estudo destaca o chamado para a transição feita durante a 30ª Conferência das Partes (COP), em Belém. Proposto pelo Brasil, com coordenação do presidente André Corrêa do Lago, o roteiro global teve a assinatura de 80 países.

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Stela Herschmann, especialista em Política Climática do Observatório do Clima, destaca a necessidade de estratégias internacionais, sobretudo para os países exportadores. “Os países dependentes das receitas de combustíveis fósseis precisam de trajetórias previsíveis e de coordenação internacional para diversificar com sucesso”, pontua. 

A publicação do levantamento ocorre ainda em um momento de crise global provocado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, canal oceânico entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos que funciona como um dos principais canais para transporte de petróleo e gás. O caso reforça a necessidade de estratégias coordenadas para reduzir a dependência econômica desses combustíveis. 

Segundo as organizações, uma transição justa e estratégica deve estar fundamentada em cinco princípios básicos. 

  •  Alinhamento com a ciência ambiental;

  • Preocupação tanto com a produção quanto com o consumo de combustíveis fósseis; 

  • Justiça processual e proteção aos trabalhadores;

  • Apropriação nacional e continuidade nos outros governos;

  • Financiamento internacional e monitoramento.

Sem esses fatores, as entidades sustentam que a transição pode seguir de maneira desordenada, prejudicando a economia e segurança energética. Essa também é uma demanda dos trabalhadores do setor petroleiro, que temem um processo que não preveja a incorporação da força de trabalho em outros setores. 

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postado em 10/03/2026 14:37
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