
Outras formas de relacionamento vem ganhando visibilidade mundo afora com o passar do tempo. Um exemplo é o trisal norte-americano formado por Frank Eric Blackcloud II, de 40 anos, Tatyana Brown, de 33, e Lexi Bowman, de 26.
O trio divide a guarda de três crianças: Oliver, de 13 anos, Sage, de 7, e Naiomi, de 5. As crianças são fruto do relacionamento de 11 anos entre Eric, que trabalha como controlador de pragas, e Tatyana, tatuadora. Os dois sempre tiveram uma relação de amizade antes de se apaixonarem.
Depois de alguns anos juntos, Tatyana decidiu se abrir com o marido e contou que é bissexual. Eric aceitou bem a revelação, e o casal seguiu vivendo um relacionamento monogâmico por um período.
Até que, em 2025, Lexi, que trabalha como tosadora de cães, passou a fazer parte da família. “Sempre que você sai do que as pessoas estão acostumadas, haverá uma curva de aprendizado”, disse Tatyana ao portal What’s The Jam.
O trisal vive em Califórnia e afirma que a dinâmica familiar ajuda a proporcionar um lar mais estável, solidário e próspero para os três filhos.
Responsabilidade em casa
Com mais uma pessoa na casa, as despesas aumentam, mas a divisão de tarefas também se torna maior. Tatyana fica responsável pela cozinha, Lexi cuida do jardim, e as duas ajudam nas tarefas escolares das crianças, já a manutenção mais pesada da casa fica sob responsabilidade de Eric.
“As finanças são uma responsabilidade compartilhada”, disse Tatyana, “Estamos atualmente no processo de formalizar isso ainda mais com uma conta conjunta.”
O início
Tatyana conta que a introdução de Lexi na vida das crianças aconteceu de forma natural e sem pressão. "Não foi apresentado como um grande anúncio ou um evento importante”, explicou. Segundo ela, à medida que Lexi passou a estar presente de forma constante e tranquila, o conforto dos filhos cresceu naturalmente.
“Os primeiros encontros não foram dramáticos. Eles eram normais, que era exatamente o que queríamos”, finalizou.
Laços fortalecidos
Tatyana afirma que o relacionamento com Eric acabou se tornando ainda mais emocionalmente responsável, fortalecendo os vínculos afetivos entre eles. Segundo ela, a nova dinâmica também diminuiu a pressão individual sobre o bem-estar emocional do parceiro.
Ela explica que, na monogamia, era mais fácil guardar sentimentos e evitar conversas difíceis. Já no poliamor, isso se torna mais difícil. “Não sinto que preciso carregar todo o peso emocional da felicidade do meu parceiro sozinha, e ele também não carrega a minha sozinho”, disse.
“Poliamor, para nós, parece mais intencional”, concluiu. “Exige mais honestidade, mais autorreflexão e mais comunicação. Não é mais fácil, mas parece mais cheio.”
*Estagiária sob supervisão de Aline Gouveia
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