
A retirada de uma família de um voo nos Estados Unidos gerou forte reação nas redes sociais após uma mãe afirmar que a decisão foi tomada com base em uma suspeita não verificada sobre a saúde de sua filha. Sydney Tash relatou no TikTok que ela, o marido Kyle e a filha pequena, Ellie, foram obrigados a desembarcar de um voo da Allegiant Air depois que a tripulação suspeitou que a bebê estivesse com febre — sem que qualquer exame fosse realizado. Segundo ela, não houve medição de temperatura nem avaliação médica da criança antes da decisão.
A situação começou logo após o embarque, quando um funcionário se aproximou alegando que a bebê parecia doente por apresentar “uma erupção cutânea”. Sydney contestou, afirmando que a filha não tinha nenhuma erupção e que a vermelhidão no rosto era consequência do choro e da irritação.
Para sustentar sua versão, a mãe publicou um vídeo no aeroporto mostrando a bebê calma, com a pele normal, no colo do pai. “Essa é a nossa bebê que nos fez ser retirados do voo”, disse. Em outra publicação, acrescentou: “Disseram que ela estava com febre porque seu rosto estava vermelho de tanto chorar e ela está pálida, assim como o pai. Obrigada, Allegiant.”
@quarantinecutiee @Allegiant Air ? original sound - Syd ??
Na legenda, Tash detalhou que a família viajava de Punta Gorda, na Flórida, para Indianápolis, Indiana, no dia 27 de março. “Passamos pela segurança do aeroporto sem problemas e embarcamos no voo normalmente”, escreveu. Antes disso, haviam retirado a blusa da bebê por causa do calor.
Ainda de acordo com o relato, um funcionário “de colete” retornou pedindo novamente o cartão de embarque e passou a fazer perguntas sobre a criança — como idade e data de nascimento — enquanto se comunicava por telefone e rádio. Pouco depois, informou que “uma comissária de bordo havia relatado que o bebê estava com febre”. A decisão, segundo Tash, foi imediata: “Os profissionais médicos disseram que não a liberariam para voar e que teriam que desembarcar. Ninguém veio vê-la. Ninguém mais no voo teve a temperatura aferida. Ninguém sequer veio medir a temperatura dela”.
Ela afirma ainda que a família foi pressionada a deixar a aeronave. “Disseram que ela estava vermelha e parecia uma erupção cutânea… Mandaram-nos sair de perto dela. A polícia ou o avião nos tirariam de lá, mesmo que não estivéssemos discutindo ou xingando.”
Sem alternativa, precisaram aguardar até o dia seguinte para um novo voo. Sydney diz que não houve oferta de hospedagem ou transporte e que a situação se agravou porque a bagagem permaneceu no avião, deixando a família sem itens essenciais como roupas, cadeirinha de carro e carrinho de bebê.
“Eles nos deram uma cadeirinha de carro que não havia sido reclamada, que não tinha acolchoamento e não era adequada para a idade da criança”, afirmou. O embarque no dia seguinte ocorreu sem intercorrências, mas a família chegou ao destino final com cerca de 15 horas de atraso.
O impacto foi além da viagem. “No dia seguinte, faltamos ao trabalho, tivemos que pedir para a pessoa que cuidava dos nossos animais de estimação ficar mais um dia e não conseguimos buscar nossos outros dois filhos que estavam na casa do pai para o recesso de primavera”, relatou, completando que a companhia negou qualquer tipo de compensação.
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Em nota enviada ao Daily Mail, a Allegiant Air declarou: “Entendemos que interrupções em viagens, especialmente aquelas que envolvem famílias, podem ser frustrantes.” A empresa afirmou que suas equipes tomam decisões em tempo real priorizando a segurança dos passageiros. A companhia explicou que, diante de dúvidas sobre a condição de saúde de um passageiro, pode-se acionar o MedLink, serviço que conecta a tripulação a médicos de emergência especializados em medicina aeronáutica. “A Allegiant não realiza diagnósticos médicos e os comissários de bordo não são profissionais da área médica”, informou.
Conforme a empresa, neste caso, a equipe consultou o serviço após observar sintomas que geraram preocupação. Com base nas informações disponíveis, a orientação foi de que não era do melhor interesse da criança seguir viagem. A Allegiant afirmou ainda que a família foi realocada em outro voo e recebeu assistência para reduzir o impacto.
O episódio também foi registrado por outra passageira, Jessica Brennan, que publicou no TikTok o momento em que o casal é informado de que precisaria deixar o avião. Nas imagens, o bebê aparece chorando, com o rosto vermelho, enquanto uma funcionária conversa com os pais.
@jessicabrennan66 I will never fly allegiant ever again! They kicked this young couple and their baby off because the baby was hot and in a diaper so he'd be more comfortable. This power tripping allegiant lady accused the baby of having a fever and kicked them off the airplane!!! Shame on you allegiant. #allegiant #allegiantairlines Id also like to add that this baby was fine but the allegiant employee continued to stall the airplane and came back several times to ask for birth certificate, date of birth, etc. And the baby got upset. Then, accused the baby of having a fever. She never took the temperature. Everyone on the plane was disturbed by this injustice. #allegiantreviews #allegiant #allegiantairlines ? original sound - Jessica Brennan
Na legenda, Brennan criticou a companhia: “Nunca mais voarei com a Allegiant. Eles expulsaram esse jovem casal e seu bebê porque o bebê estava com calor e de fralda para ficar mais confortável. Essa funcionária da Allegiant, abusando do poder, acusou o bebê de estar com febre e os expulsou do avião! Que vergonha, Allegiant! Gostaria também de acrescentar que o bebê estava bem, mas… ficou chateado. Então, [a companhia aérea Allegiant] acusou o bebê de estar com febre. Ela sequer mediu a temperatura. Todos no avião ficaram incomodados com essa injustiça.”

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