ESTADOS UNIDOS

Homem recebe R$ 120 milhões após duas décadas preso por "assassinato satânico"

Um júri nos EUA determinou o pagamento de US$ 24,35 milhões a Jeffrey Clark, preso injustamente por 23 anos

Jeffrey e um amigo foram condenados em 1992 por um suposto
Jeffrey e um amigo foram condenados em 1992 por um suposto "assassinato satânico" no Kentucky. - (crédito: reprodução )

Nesta quarta-feira (6/5) o júri norte-americano determinou a compensação de US$ 24,35 milhões, cerca de R$ 120 milhões por erro judicial após Jeffrey Clark ficar quase 23 anos preso por "assassinato satânico". Após a decisão, ele afirmou que finalmente sente estar “acordando de um pesadelo de anos”.

O caso aconteceu em Louisville, no estado do Kentucky, e ganhou repercussão nacional na época por ter sido tratado como um suposto “crime satânico”. A vítima Rhonda Sue Warford, foi encontrada morta em uma área isolada em abril de 1992, com múltiplos ferimentos provocados por faca.

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As suspeitas do crime recaíram sobre o namorado da jovem, Keith Hardin, e sobre o amigo dele, Jeffrey, ambos com 21 anos na época. Durante o julgamento os promotores sustentaram a teoria de que o assassinato fazia parte de rituais ligados ao satanismo. 

A acusação utilizou depoimentos de testemunhas que afirmavam que Jeffrey frequentava ambientes ligados a práticas ocultistas. Uma ex-namorada chegou a declarar que ele possuía uma tatuagem de cruz invertida e participava de sacrifícios de animais, informações que foram desacreditadas depois. 

Além disso, investigadores apresentaram como prova um fio de cabelo encontrado no corpo da vítima alegando que pertencia a Keith, anos depois exames modernos de DNA mostraram que a análise estava errada. A defesa também apontou manipulação de provas durante a investigação, incluindo a alteração da data estimada da morte da jovem por um ex-legista do caso.

As condenações dos dois homens foram anuladas em 2016, e Jeffrey deixou a prisão na meia-idade, após perder grande parte da vida encarcerado. Desde então, ele movia um processo civil contra autoridades locais, alegando má conduta policial e falhas graves na condução da investigação.

Seu amigo, Keith teve um desfecho trágico: faleceu em 2023, e não pode ver o desfecho final e nem receber todas as indenização, embora tenha chegado a receber parte do acordo feito com a cidade de Louisville antes de morrer.

Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.

 

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postado em 07/05/2026 20:41
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