Elon Musk se tornou oficialmente o primeiro trilionário do mundo, nesta sexta-feira (12/6). O marco foi alcançado após a estreia da SpaceX na bolsa de Nova York, em uma oferta pública inicial (IPO) que já é apontada como a maior da história da Nasdaq, uma das principais bolsas dos Estados Unidos.
As ações da empresa aeroespacial foram lançadas ao preço inicial de US$ 135. Pouco depois do início das negociações, os papéis avançaram e chegaram a US$ 168,75, elevando o valor de mercado da companhia para US$ 2 trilhões. Com isso, a fortuna de Musk ultrapassou a marca simbólica de US$ 1 trilhão, mais de três vezes superior à do segundo colocado entre os mais ricos do planeta, o cofundador do Google, Larry Page.
A maior parcela do patrimônio do empresário passou a vir da SpaceX, avaliada em US$ 765 bilhões dentro de sua fortuna pessoal. Os demais ativos incluem US$ 279 bilhões ligados à Tesla, além de participações na Boring Company e na Neuralink, avaliadas em cerca de US$ 3 bilhões cada.
A riqueza alcançada por Musk chama atenção até entre especialistas do mercado financeiro. Segundo dados da Oxfam, sua fortuna cresceu no último ano em um ritmo equivalente a US$ 1 milhão por minuto. Com o patrimônio atual, ele acumula mais riqueza do que os 46% mais pobres da população mundial, o equivalente a aproximadamente 3,8 bilhões de pessoas.
A comparação ajuda a ilustrar a escala do montante. Steve Cohen, apontado como o gestor de fundos de hedge mais bem pago do mundo no último ano, teria de repetir seus ganhos anuais de US$ 3,4 bilhões por quase três séculos para atingir a marca de US$ 1 trilhão.
A oferta pública da SpaceX envolveu a venda de 555 milhões de ações e levou a companhia a estrear no mercado com valor estimado em cerca de US$ 1,77 trilhão. Participaram da operação 23 instituições financeiras, entre elas Goldman Sachs, Morgan Stanley, BofA, Citigroup e JPMorgan. O BTG Pactual foi o único banco brasileiro listado na operação.
Mesmo após abrir capital, Musk seguirá com forte influência sobre a companhia. Ele continuará detendo aproximadamente metade das ações da SpaceX e manterá 82,4% do poder de voto, graças à participação em ações de Classe B, que garantem maior controle nas decisões estratégicas da empresa.
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