
O presidente da Colômbia, o direitista Abelardo de la Espriella, flexibilizou, nesta terça-feira (8/9), as restrições ao porte de armas legais no país, imerso em uma crise de segurança pelas quadrilhas do narcotráfico.
O presidente chegou ao poder há um mês com a promessa de combater com mão de ferro guerrilheiros e outros grupos armados, que operam em vastos territórios.
Durante a campanha, fez discursos a favor do porte de armas em um país marcado por seis décadas de um conflito armado que já deixou dez milhões de vítimas, entre elas pelo menos um milhão de assassinados.
De la Espriella informou, nesta terça, ter expedido um decreto para suspender um requisito que, desde 2015, impedia os cidadãos que possuem armas legalmente de portá-las em locais públicos.
"Não é justo que os bandidos estejam armados até os dentes e que as pessoas inocentes não possam se defender", disse o presidente em um vídeo divulgado no X.
Ele acrescentou que o decreto não altera as restrições vigentes para a compra de armas: quem quiser adquiri-las deve cumprir com "condições físicas, psíquicas e emocionais", disse.
Embora o Estado detenha o monopólio da força na Colômbia, há um mercado ilegal para a compra de todo tipo de fuzis, pistolas e munições.
O governo empreendeu um plano para atacar com bombardeios e operações em terra os grupos armados considerados terroristas pelos Estados Unidos.
O presidente é duramente criticado por vídeos nos quais aparece caminhando entre cadáveres cobertos com lençóis brancos de membros de grupos armados mortos pela força pública.
O direitista conta com o apoio de Washington e recebe, nesta terça-feira, em visita oficial, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio.

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