Após tentativas frustradas de negociações, o conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a registrar uma escalada. Neste domingo, 6, o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, ameaçou responder com mais rapidez e força a ataques dos EUA.
"Os americanos devem ter percebido que a era das respostas proporcionais acabou", declarou Qalibaf em um discurso transmitido pela mídia estatal. "Qualquer agressão contra os interesses e a segurança do Irã será respondida com uma resposta mais rápida, mais enérgica e mais dolorosa", acrescentou.
A ameaça veio após as forças americanas atacarem três petroleiros iranianos - depois que navios de guerra da Marinha foram atingidos por mísseis balísticos -, segundo informou o Exército dos EUA neste sábado, 5, alertando que, "se necessário, destruirá a frota petrolífera limitada e vulnerável do Irã". Especialistas classificaram a ação como uma escalada perigosa, após ataques anteriores do Irã no mar terem como alvo navios mercantes.
Os ataques - um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter tentado minimizar o conflito, chamando-o de "insignificante" - mantêm uma nova inclinação para a escalada do conflito após seis meses de guerra intermitente, que começou com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro. Ambos os lados têm buscado infligir danos militares e econômicos, e as negociações têm fracassado.
O comunicado militar americano informou que um porta-aviões e um destróier americanos escaparam de "múltiplos ataques iranianos não provocados" enquanto patrulhavam a região e que nenhum militar americano ficou ferido. Não ficou claro quando os mísseis iranianos foram disparados. O comunicado afirmou ainda que dois navios petroleiros iranianos foram "permanentemente danificados" e o terceiro, que estava vazio, foi destruído.
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