GAZA

Mais de 340 crianças morreram em Gaza mesmo após "cessar-fogo", diz Unicef

Vice-porta-voz global da Unicef denúncia situação que as crianças vivem em Gaza após um ano do acordo de cessar fogo

As crianças que conseguem sobreviver ainda enfrentam inúmeros desafios. Cerca de 800 mil estão deslocadas, vivendo em abrigos improvisados e prédios bombardeados -  (crédito:  AFP)
As crianças que conseguem sobreviver ainda enfrentam inúmeros desafios. Cerca de 800 mil estão deslocadas, vivendo em abrigos improvisados e prédios bombardeados - (crédito: AFP)

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (16/10), em Genebra, Suíça, o vice-porta-voz global da Unicef, Ricardo Pires, denunciou a morte de “mais de 340 crianças e mais centenas de feridos” em Gaza. A declaração leva em conta que neste mês de outubro completa um ano do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, em Gaza.

Segundo o porta-voz, cerca de 800 mil crianças ainda estão deslocadas, vivendo em abrigos improvisados e prédios bombardeados. Ele relata que cinco meninos e duas meninas foram assassinados por bombardeios, ataques de drones e tiros, na Faixa de Gaza, nas últimas duas semanas. “Outros dois meninos morreram devido a ferimentos anteriores", conta o porta-voz.

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Ricardo relembrou que o cessar-fogo permitiu a entrada de assistência humanitária no território, mas o não cumprimento do acordo dificulta a vida dos palestinos de diferentes formas. "Embora o cessar-fogo tenha permitido que mais assistência humanitária e suprimentos comerciais entrem na Faixa de Gaza, as consequências da guerra permeiam todos os aspectos da vida cotidiana: onde dormem, o que comem, se podem aprender, se se sentem seguros o suficiente para brincar e se as pessoas que amam ainda estão ao seu lado”, detalhou. 

Acordo de cessar-fogo

O acordo de cessar-fogo foi mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com auxílio de Catar, Egito e Turquia e assinado em 10 de outubro de 2025. Entre os termos previstos estavam a paralisação imediata do conflito armado entre Israel e Hamas, a retirada das tropas israelenses e a libertação de reféns e prisioneiros de guerra, além da reabertura para ajuda humanitária em Gaza. 

Nove dias depois da assinatura do acordo, Israel alegou que militantes do Hamas teriam atacado bases militares israelenses e respondeu com uma série de ataques aéreos no território palestino, matando 21 pessoas.

*Estagiário sob supervisão de Ronayre Nunes

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postado em 16/10/2026 18:42
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