
O Brasil classificou como “sequestro” a prisão do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, durante reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada nesta terça-feira (6/1). A manifestação foi feita pelo embaixador Benoni Belli, representante brasileiro no colegiado, ao tratar dos acontecimentos recentes envolvendo o território venezuelano.
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Em sua intervenção, Belli declarou que “os bombardeios no território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”, ao afirmar que os fatos afrontam a soberania nacional. Segundo o diplomata, a ocorrência cria um precedente internacional e afeta princípios que regem as relações entre Estados.
O representante do Brasil afirmou ainda que a situação atual “evoca tempos que considerávamos ultrapassados”, ao fazer referência a episódios de interferência política na América Latina e no Caribe. Para ele, a ação “viola a proibição do uso da força” e retoma práticas associadas à atuação externa sobre decisões internas de países da região.
Ao mencionar os Estados Unidos, Belli disse que os ataques ao território venezuelano e a captura de Maduro contrariam a Carta das Nações Unidas e compromissos assumidos no âmbito hemisférico. O embaixador afirmou enxergar os fatos com “preocupação” e alertou para impactos sobre a autonomia dos países.
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Na conclusão do pronunciamento, o diplomata declarou que “somente um processo político inclusivo, liderado pelas e pelos venezuelanos, livre de ingerências externas, pode conduzir a uma solução que respeite a vontade do povo venezuelano e a dignidade humana do país”.
A reunião foi convocada para analisar os desdobramentos do caso, em alinhamento com a missão da OEA de promover diálogo, paz e soberania entre os Estados-membros.
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