
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que dará entrada em uma representação na Polícia Federal pedindo uma investigação contra parlamentares por supostamente incentivarem uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. A solicitação mira o deputado cassado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Farias disse que não se trata de opinião política quando falas, ameaças e peças de propaganda tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil.
"Isso pode configurar crimes gravíssimos: atentado à soberania, tentativa de golpe e associação criminosa. O Brasil não é colônia. Nossa democracia não é negociável. Defender a Constituição é dever", citou o líder petista.
Já a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, publicou um vídeo nas redes sociais para pregar a defesa da soberania, ante a ação dos Estados Unidos contra a Venezuela.
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"É muito importante ressaltar estes fatos nesse momento em que a soberania em nosso continente volta a ser ameaçada, como não se via desde os tempos da Guerra Fria", disse Gleisi.
Na publicação, a ministra também relaciona políticos que defendem a interferência dos EUA na Venezuela com as bandeiras em prol da anistia a condenados por participação no 8 de Janeiro.
"Nós sabemos muito bem quem defendeu e segue defendendo, sinceramente, a democracia junto com o povo brasileiro. Não são aqueles que conspiraram contra o julgamento dos golpistas. Comemoraram o tarifaço e as sanções. Defenderam a anistia aos condenados. Os que se dizem contra as ditaduras em outros países, mas tentam implantar uma ditadura aqui mesmo contra o Brasil, e já mostraram que são capazes de entregar a soberania nacional para alcançar seus objetivos", comentou.

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