CASO MASTER

Influenciador de direita diz ter negado proposta para defender Banco Master

Vereador e influenciador Rony Gabriel, filiado ao Partido Liberal (PL) de Erechim (RS), ainda revelou que proposta recusada exigia falas de difamação contra o Banco Central. De acordo com ele, outros influenciadores foram contratados

O influenciador de direita e vereador pelo Partido Liberal (PL) de Erechim (RS), Rony Gabriel -  (crédito: Reprodução/Instagram/@ronygabriel)
O influenciador de direita e vereador pelo Partido Liberal (PL) de Erechim (RS), Rony Gabriel - (crédito: Reprodução/Instagram/@ronygabriel)

Rony Gabriel, influenciador de direita e vereador pelo Partido Liberal (PL) de Erechim (RS), disse nesta terça-feira (6/1) que foi procurado por uma empresa para, de acordo com ele, gravar e publicar conteúdos nas redes sociais onde defenderia o Banco Master e difamaria o Banco Central (BC). A instituição financeira decretou a liquidação do Master no fim de 2025. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

No vídeo publicado pelo próprio influenciador no Instagram, Rony Gabriel declara ter recebido a proposta no dia 20 de dezembro do ano passado. A empresa, segundo ele, teria entrado em contato com o assessor do vereador, onde afirmou fazer "gerenciamento de reputação para um grande executivo". Segundo o vereador, o interlocutor disse, também, estar contratando influenciadores para dar peso a esse serviço.

Ainda no vídeo, Rony diz ter recebido oferta de uma "boa quantidade de dinheiro" junto da proposta. Ele afirma tê-la recusado. No entanto, no lugar dele, outros influenciadores acabaram contratados, de acordo com o vereador.

O objetivo da campanha era, segundo Rony Gabriel, colocar a grave crise de liquidez sofrida pelo Banco Master "no colo do Banco Central", e "fazer parecer que não tinha nada de errado" com a organização chefiada por Vorcaro. O influenciador ainda citou a necessidade de assinar um contrato de confidencialidade para realizar o trabalho. O documento, exposto durante o vídeo, ainda previa, conforme ele mesmo explica, o pagamento de R$ 800 mil em caso de quebra do contrato. 

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Veja o vídeo publicado pelo vereador:

De acordo com o BC, a liquidação do Master foi motivada justamente pela crise de liquidez do banco. Além disso, falta de dinheiro em caixa para honrar diferentes compromissos acabou como primordial. Exemplos são saques para correntistas e investidores do banco e violações às normas do sistema financeiro.

O Correio tentou contato com o Banco Master para comentar as declarações do vereador, mas não obteve respostas até a publicação deste texto. Em caso de retorno, o texto será atualizado. 

 

  • Google Discover Icon
postado em 06/01/2026 21:45
x