
Na opinião do membro benemérito do Instituto dos Advogados Brasileiros e ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) José Geraldo afirmou, nesta quarta-feira (7/1), os atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 não foram isolados. Segundo ele, a essência do episódio continua presente na política brasileira.
“O 8 de janeiro não terminou lá atrás, ele continua internamente, e esses processos se tornam a agenda da política local. Basta ver as manifestações, os usos narrativos, a disputa de fake news, pedindo que sequestrem o presidente Lula, pedindo que intervenham no Brasil, tudo isso no sentido de articular todos esses eventos para construir uma demanda que vá se desaguar nas eleições que aí se aproximam”, disse em entrevista ao programa CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília.
Na avaliação do jurista, o episódio surgiu de uma democracia fragilizada pela disputa interna, acirrada e colonizada da política brasileira. De acordo com ele, em espaços que vivem o contexto do Brasil, "de uma elite que rouba o povo com emendas e com números orçamentários altos", os assaltos ao poder são comuns.
“O 8 de janeiro foi mais uma tentativa de assalto ao poder. De quem em algum momento foi o civil aliado da presença autorizada pela eleição na gestão da política e quis tomá-la à força por meio de um golpe”, explicou José Geraldo.
Segundo ele, é um golpe continuado. "Vem na sequência de 64, 68, 78, 85, ali ainda foi o estertor quando o colégio eleitoral pediu a mediação e tivemos toda a tensão dessa mediação pela constituinte, pela anistia, pela memória e pela verdade. O 8 de janeiro é o rescaldo do que se chamou de um golpe", emendou o ex-reitor.
Assista à entrevista na íntegra
*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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