TRAMA GOLPISTA

Alckmin atribui a Lula papel decisivo na defesa da democracia

Vice-presidente participou de ato que marcou assinatura do veto integral de PL da Dosimetria

Diante de autoridades dos três Poderes, governadores, parlamentares e ministros, Alckmin atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um papel central na preservação do regime democrático no país -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Diante de autoridades dos três Poderes, governadores, parlamentares e ministros, Alckmin atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um papel central na preservação do regime democrático no país - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Em meio ao ato em memória do 8 de janeiro, realizado três anos após os ataques às sedes dos Três Poderes, o vice-presidente Geraldo Alckmin fez um discurso enfático em defesa da democracia, das instituições e da soberania nacional.

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Seu discurso ocorreu antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar o veto integral do projeto de lei que previa redução de penas a condenados por participação nos atos golpistas do 8 de janeiro. Esse veto ocorreu após o texto ter sido aprovado por Câmara e pelo Senado.

Diante de autoridades dos três Poderes, governadores, parlamentares e ministros, Alckmin atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um papel central na preservação do regime democrático no país.

Segundo o vice-presidente, a liderança de Lula foi determinante para conter a tentativa de ruptura institucional após as eleições. “Se perdendo a eleição já tentaram um golpe, é possível imaginar o que não teriam feito se tivessem vencido”, afirmou, sob aplausos do público, no Planalto. Estiveram ausentes, porém, os presidentes do Senado, Davii Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Para Alckmin, o episódio de 8 de janeiro de 2023 representou um teste extremo à democracia brasileira, superado graças à reação conjunta e imediata das instituições.
Ao relembrar o ex-governador Mário Covas, Alckmin destacou que as diferenças ideológicas são próprias da política, mas que há um limite inegociável. “Homens e mulheres públicas podem estar mais à direita ou mais à esquerda. O que realmente diferencia é quem tem apreço pela democracia e quem não tem”, afirmou, reforçando que o respeito às regras do jogo democrático deve estar acima de qualquer divergência partidária.

O vice-presidente também citou o jurista Sobral Pinto para sublinhar a gravidade dos regimes autoritários. “A ditadura é a negação do direito, a consagração da violência e do crime. Por isso, merece combate implacável”, disse. Para ele, o ato simbólico realizado três anos após os ataques demonstra a força e a resiliência das instituições brasileiras. “As pessoas passam, as instituições ficam. E boas instituições fazem a diferença para que o país avance”, ressaltou.

Alckmin associou diretamente democracia e desenvolvimento econômico, afirmando que o Brasil vive um momento positivo, marcado por inflação em patamar baixo e crescimento da renda da população. Segundo ele, a estabilidade democrática gera segurança jurídica, atrai investimentos e cria condições para a redução das desigualdades sociais, ao permitir que a população se organize e seja ouvida.

No plano internacional, o vice-presidente destacou a atuação do governo Lula na reconstrução da imagem do Brasil no exterior. “O Brasil não quer hegemonia, mas uma rede de países livres, com prosperidade compartilhada”, afirmou. Alckmin também defendeu a soberania nacional como condição essencial para a democracia, alertando que, sem ela, o regime democrático se transforma em um simulacro. 
Ao encerrar o discurso, Alckmin elogiou a postura firme do presidente diante das investigações sobre a tentativa de golpe e defendeu a aplicação rigorosa da lei. “Justiça não se divide nem se fraciona. Aqueles que romperam a ordem democrática e cometeram crimes devem sofrer o rigor da justiça e o peso da história”, declarou.
 
Por fim, o vice-presidente afirmou que o futuro do país está ancorado no fortalecimento da democracia. “O Brasil seguirá sob o manto do poder do povo, da liberdade e da égide da lei”, concluiu, sob novos aplausos.

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postado em 08/01/2026 12:45
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