Ex-presidente preso

Michelle critica transferência de Bolsonaro após primeira noite na Papudinha

Ex-primeira-dama diz que lugar do marido é em casa, fala em injustiça e afirma que seguirá defendendo a concessão de prisão domiciliar humanitária

Michelle Bolsonaro afirmou que continuará lutando por uma prisão domiciliar de caráter humanitário para o marido
 -  (crédito:  Ed Alves/CB)
Michelle Bolsonaro afirmou que continuará lutando por uma prisão domiciliar de caráter humanitário para o marido - (crédito: Ed Alves/CB)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se manifestou nesta sexta-feira (16/1) após a primeira noite do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, conhecida como Papudinha. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que o marido deveria estar em casa.

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“O lugar do meu marido é em casa. É lá que ele deveria estar”, escreveu Michelle. A postagem foi apagada minutos depois.

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Bolsonaro foi transferido para a Papudinha na quinta-feira (15), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação por liderar uma trama golpista com o objetivo de se manter no poder.

Em outra manifestação, publicada nos stories do Instagram, Michelle disse estar unida às filhas e aos enteados para cuidar de Jair Bolsonaro. Segundo ela, apesar de as instalações da Papudinha serem consideradas melhores do que em outros estabelecimentos prisionais, a “certeza da injustiça permanece”.

A ex-primeira-dama também afirmou que continuará lutando por uma prisão domiciliar de caráter humanitário. A defesa de Bolsonaro tem reiterado pedidos nesse sentido ao STF, alegando questões de saúde e a necessidade de cuidados especiais.

Michelle pediu ainda apoio aos aliados e apoiadores do ex-presidente, mas fez um apelo para que não seja alvo de julgamentos. “Peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política”, escreveu.

A transferência de Bolsonaro para a Papudinha e as decisões do ministro Alexandre de Moraes seguem repercutindo no meio político e jurídico, enquanto aliados do ex-presidente mantêm críticas ao processo e reforçam a narrativa de perseguição política.

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postado em 16/01/2026 16:00
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