Reforma Ministerial

Rui Costa anuncia Miriam Belchior como futura ministra da Casa Civil

Saída do ministro em março integra reconfiguração ampla do primeiro escalão do governo Lula às vésperas das eleições

Belchior é considerada um dos quadros técnicos mais experientes e de maior confiança do Planalto -  (crédito: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)
Belchior é considerada um dos quadros técnicos mais experientes e de maior confiança do Planalto - (crédito: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que Miriam Belchior assumirá seu lugar à frente da pasta a partir de março, quando ele deixará o governo para concorrer a uma vaga no Senado pela Bahia nas eleições de outubro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29/1) e consolida um movimento que já vinha sendo tratado como certo nos bastidores de Brasília.

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Segundo Rui, a decisão atende a uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de preservar a continuidade das políticas públicas. “A prioridade do presidente é que [as indicações] sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo”, afirmou o ministro. Miriam Belchior, que já integrou o núcleo estratégico da gestão, é considerada um dos quadros técnicos mais experientes e de maior confiança do Planalto.

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A troca na Casa Civil faz parte de uma reorganização mais ampla do governo federal. Como antecipado em agosto, mais da metade dos ministros e secretários de primeiro escalão deverá deixar os cargos até 31 de março, prazo legal para descompatibilização de quem pretende disputar as eleições deste ano. A necessidade de conciliar a agenda administrativa com o calendário eleitoral tem levado o Planalto a priorizar substituições internas.

Outras pastas também devem passar por mudanças semelhantes. Na Fazenda, o secretário-executivo Dario Durigan é o nome cotado para substituir Fernando Haddad. Já nas Relações Institucionais, a expectativa é que Gleisi Hoffmann dê lugar a Olavo Noleto, atual coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão.

Historicamente, anos eleitorais impõem desafios adicionais à composição ministerial. Muitos nomes com projeção política optam por disputar cargos eletivos, enquanto outros evitam assumir funções com horizonte curto, mesmo em cenários de continuidade presidencial. Nesse contexto, a aposta em quadros técnicos da própria estrutura do governo tem sido vista como a alternativa mais viável.

A saída de Rui Costa do Planalto marca mais um capítulo de sua trajetória política. Ex-governador da Bahia por dois mandatos, ele abriu mão de disputar o Senado em 2022 para costurar alianças locais e garantir a sucessão no estado. À época, apoiou a candidatura de Otto Alencar, do PSD, e impulsionou o então secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues, ao governo baiano. Agora, com o tabuleiro rearranjado, Rui volta ao jogo eleitoral em busca de uma cadeira no Congresso.

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postado em 29/01/2026 14:21 / atualizado em 29/01/2026 14:24
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