O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de revogação da prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão se baseia na ausência de novos fatos que justifiquem a liberdade e no entendimento de que as medidas cautelares anteriormente impostas foram insuficientes.
Martins permanece preso pelo descumprimento da proibição de uso de redes sociais, e não pela sua condenação principal. A prisão do ex-assessor ocorreu em 2 de janeiro de 2025, motivada por uma denúncia de um coronel reformado da Aeronáutica, que afirmou ter recebido uma visita do perfil do condenado na rede social LinkedIn.
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Em sua defesa, os advogados apresentaram um documento com histórico de logins que, segundo os representantes, aponta que o último acesso foi em 2024, o que comprovaria a inocência do ex-assessor. Em petição, eles também alegaram que eventuais acessos às redes ou e-mails foram realizados pela própria equipe de advocacia com o objetivo de coletar provas para o processo.
No entanto, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, se manifestou pela manutenção da prisão, argumentando que os documentos apresentados não são suficientes para comprovar que Martins não acessou pessoalmente a plataforma.
Embora esteja preso preventivamente pelo descumprimento das cautelares, o ex-assessor de Bolsonaro já possui uma condenação no âmbito do STF, de 21 anos e seis meses de reclusão, por envolvimento na trama golpista. O cumprimento dessa pena só deverá começar após o trânsito em julgado da condenação.
Até que esse processo transite em julgado, a manutenção da sua detenção atual depende estritamente da análise de Moraes sobre a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem das medidas cautelares.
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