A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Vera Lúcia Araújo afirmou nesta terça-feira (27/1), ao Correio Braziliense, que o debate sobre a confiabilidade nas urnas eletrônicas já está superado no cenário político nacional. Sobre a possibilidade da direita questionar a segurança da ferramenta eleitoral como em anos anteriores, ela declarou que não tem conhecimento que atualmente possam existir partidos ou lideranças que expressem ou questionem a legitimidade do sistema de votação eletrônico brasileiro.
“Esse debate, honestamente, já foi vencido. Nenhuma representação política de expressão nacional questiona a potência legitimadora do nosso processo de votação eletrônica com a urna eletrônica, que tão genuinamente a Justiça Eleitoral construiu”, declarou. A magistrada participou hoje da abertura do CB.Debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos”, realizado pelo Correio.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Ao tratar das expectativas para o ano eleitoral, a ministra reconheceu que o pleito ocorrerá em um ambiente desafiador, especialmente diante da disseminação de desinformação e do uso indevido da inteligência artificial (IA).
Para ela, a atuação da Justiça Eleitoral será decisiva para garantir a lisura do processo democrático e que o TSE já publicou propostas de resoluções para as eleições deste ano e que, a partir do dia 3 de fevereiro, serão realizadas audiências públicas com a participação de partidos políticos, entidades da sociedade civil, institutos de pesquisa e especialistas.
“As resoluções estão sendo e serão amplamente debatidas com a sociedade, de forma transparente e democrática”, afirmou.
Com relação ao uso desenfreado da IA nas redes sociais em ano eleitoral, a ministra ressaltou que a Justiça Eleitoral dispõe de mecanismos constitucionais de combate, apuração e sanção contra práticas ilegais, inclusive com atuação do Ministério Público Eleitoral. “As punições podem ocorrer inicialmente no âmbito administrativo, mas há capacidade institucional para agir de forma firme sempre que houver irregularidades”, frisou.
Apesar da estrutura robusta do sistema eleitoral, Vera Lúcia frisou que o combate à desinformação não é responsabilidade exclusiva das instituições. “O grande poder fiscalizador recai, em boa medida, sobre cada um e cada uma de nós, no exercício da cidadania”, afirmou.
- Leia também: 'Onde estamos errando?', questiona ministra do TSE ao abordar possíveis caminhos para o combate ao feminicídio
Ao finalizar a entrevista, ela também reforçou a importância da participação política feminina e da ampliação da diversidade na representação eleitoral, expressando a expectativa de que o próximo pleito resulte não apenas em mais candidaturas, mas também em mais mulheres eleitas, especialmente mulheres negras.
“Precisamos fazer com que a representação política brasileira seja uma expressão mais fidedigna do que somos como população”, destacou a ministra.
Saiba Mais
-
Flipar Aparência de Paula Fernandes em novela das nove chama a atenção na internet: ‘Irreconhecível’
-
Flipar Waffle: tradição antiga que virou paixão moderna
-
Revista do Correio Chá de hibisco: 8 receitas para ajudar a emagrecer
-
Economia Tesouro Direto atinge estoque de R$ 213,2 bi em 2025, com crescimento de 35,9%
-
Flipar Quando a realidade parece ficção: Empresa congela pessoas no fim para ‘reanimá-las’ no futuro
-
Economia Aneel vai penalizar distribuidoras por baixa satisfação do consumidor
