Congresso Nacional

Relator cobra celeridade para proposta que acaba com a escala 6×1

Senador Rogério Carvalho afirma que medida é prioridade para trabalhadores e pode avançar mais rápido por meio de projeto de lei, em vez de tramitar como PEC

Carvalho avalia que a proposta representa uma das mudanças mais relevantes nas relações de trabalho desde a promulgação da Constituição de 1988 -  (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Carvalho avalia que a proposta representa uma das mudanças mais relevantes nas relações de trabalho desde a promulgação da Constituição de 1988 - (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), relator da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, defendeu, nesta segunda-feira (2/2), uma tramitação acelerada do tema no Congresso Nacional. Antes da cerimônia de abertura do Ano Legislativo, o parlamentar classificou a pauta como central para a população trabalhadora e afirmou que há expectativa de avanço ainda neste ano.

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Segundo o senador, embora o tema já esteja em discussão por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o caminho mais rápido para a mudança pode ser a apresentação de um projeto de lei. Para ele, a estratégia legislativa pode encurtar prazos e facilitar a aprovação.

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“Quem ficar contra, ficará contra o povo brasileiro”, declarou Rogério Carvalho, ao defender celeridade na tramitação da matéria. O senador argumenta que a redução da jornada impacta diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores e está alinhada a transformações já observadas em outros países.
De acordo com o relator, o fim da escala 6×1 pode beneficiar diretamente cerca de 38 milhões de brasileiros, especialmente trabalhadores do comércio e de serviços, onde o modelo é mais comum. Ele também destacou que os efeitos indiretos da medida podem alcançar mais de 120 milhões de pessoas, considerando impactos sobre famílias e dinâmicas de consumo.

Carvalho avalia que a proposta representa uma das mudanças mais relevantes nas relações de trabalho desde a promulgação da Constituição de 1988. Na visão do senador, a atualização das regras trabalhistas é necessária para acompanhar novas realidades sociais e econômicas, além de promover maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. A discussão sobre a jornada de trabalho deve ganhar espaço na agenda do Congresso nas próximas semanas, em meio à retomada dos trabalhos legislativos. A expectativa de parlamentares favoráveis à proposta é construir apoio para que a matéria avance de forma consistente ainda no primeiro semestre.

 

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postado em 02/02/2026 16:43
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