Superior Tribunal de Justiça

Gallotti se declara impedida e deixa comissão que apura denúncia contra ministro do STJ

Ministra integrava grupo responsável por investigar acusação de assédio sexual envolvendo Marco Buzzi; outro magistrado será sorteado para substituí-la

Isabel Gallotti -  (crédito: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)
Isabel Gallotti - (crédito: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

A ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deixou a comissão encarregada de apurar denúncia de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi. O colegiado foi instalado nesta quarta-feira (4/2), após reunião extraordinária do Pleno do tribunal, que decidiu abrir sindicância para investigar os fatos atribuídos ao magistrado.

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Inicialmente, a comissão era composta por Isabel Gallotti e pelos ministros Raul Araújo e Antonio Carlos Ferreira. No entanto, Gallotti se declarou impedida de atuar no caso, o que levou o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, a anunciar o sorteio de outro integrante para substituí-la. Entre os critérios para a escolha está o tempo de atuação no tribunal.

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De acordo com registros do próprio STJ, a ministra já constava como impedida de analisar processos envolvendo Marco Buzzi em razão de vínculos familiares, o que motivou sua saída formal da apuração administrativa.

Marco Buzzi é alvo de uma grave acusação de assédio sexual feita por uma jovem de 18 anos. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido em janeiro, durante férias passadas na residência do ministro, em Balneário Camboriú (SC), onde a jovem estava hospedada a convite da família do magistrado, amiga de seus pais.

Conforme o depoimento, no dia 9 de janeiro, a jovem e Buzzi estavam no mar quando, de acordo com a denúncia, o ministro teria tentado agarrá-la por três vezes. Em estado de desespero, ela conseguiu se desvencilhar e contou o ocorrido aos pais, que deixaram o local e registraram boletim de ocorrência em São Paulo.

Em nota, Marco Buzzi afirmou ter sido “surpreendido com o teor das insinuações” e negou as acusações. O Pleno do STJ decidiu, por unanimidade, instaurar sindicância para apurar o caso, que também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde está sob relatoria do ministro Nunes Marques.

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postado em 05/02/2026 17:34 / atualizado em 05/02/2026 17:35
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