
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (25/2) o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. A Primeira Turma da Corte inicia a leitura dos votos dos quatro ministros responsáveis pela análise do caso.
A sessão desta terça-feira (24/2) durou cerca de oito horas e meia. Na ocasião, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os advogados de defesa apresentaram suas sustentações orais.
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Encerradas as manifestações, o relator, ministro Alexandre de Moraes, destacou em seu voto que o objetivo dos envolvidos nos assassinatos de Marielle e Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, era apenas de mandar um recado aos opositores políticos.
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Na sequência, votam os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Ao final, a Turma decidirá pela condenação ou absolvição dos réus. Em caso de condenação, também serão fixadas as penas.
Durante as sustentações, acusação e defesa concentraram argumentos na validade da delação premiada de Ronnie Lessa, assassino confesso da parlamentar, e no depoimento do miliciano Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, defendeu a condenação dos cinco réus e sustentou a validade tanto da delação de Lessa quanto do depoimento de Curicica.
Quem são os acusados
Domingos Brazão, Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Ronald Paulo de Alves Pereira respondem por duplo homicídio qualificado e por tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado.
Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, é réu por organização criminosa, ao lado dos irmãos Brazão.
Mais de 30 advogados solicitaram acompanhamento do julgamento, além da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. As famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes também têm espaço reservado para acompanhar a sessão no STF.

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