
A deputada Federal Duda Salabert (PDT-MG) afirmou nesta quinta-feira (26/2), em suas redes sociais que já são 7 vítimas, que acusam o desembargador Magid Nauef Láuar de assédio sexual, que atua no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Segundo ela, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai colher o depoimento de mais uma vítima hoje à noite.
"O nosso mandato continua acompanhando os desdobramentos do caso. Recebemos dois novos relatos de pessoas que passaram por situações semelhantes envolvendo o desembargador Magid Lauar. Estamos realizando o acolhimento, oferecendo orientação para que possam falar com segurança e fazendo a ponte entre as vítimas e o CNJ. Nosso compromisso é com a justiça. Essas pessoas tiveram suas vidas marcadas, e é nosso dever garantir que tenham voz diante dessas barbáries", disse.
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O desembargador ganhou as páginas dos noticiários, após inocentar um homem de 35 anos que mantinha relações com uma menina de 12 anos, em Minas Gerais. Após a repercussão nacional, vítimas de assédio começaram a denunciar o magistrado nas redes sociais, o que obrigou o CNJ a iniciar uma investigação.
O primeiro a denunciar foi o ator Saulo Náuaf, primo em terceiro grau do desembargador. Ele usou as redes sociais para contar que, aos 14 anos chegou a ser asseado pelo primo da mãe. "Eu consegui fugir, por isso não aconteceu, mas guardei essa dor por todos esses anos. Quando vi a história da menina, a ferida se abriu", postou ele.
Nos comentários da postagem, uma mulher também afirmou ter sido vítima do desembargador. "Na época, eu e minha irmã trabalhávamos para a família dele", escreveu. O Correio entrou em contato com Saulo Láuar, mas não obteve retorno.
Além da atuação do Conselho Nacional de Justiça, o caso também passou a ser acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Organizações internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) e a ONU Mulheres também acompanham o caso.
Duda Salabert afirma que o seu gabinete presta assistência e orienta novos vítimas a fazerem denúncias."Estamos realizando o acolhimento, oferecendo orientação para que possam falar com segurança e fazendo a ponte entre as vítimas e o CNJ. Nosso compromisso é com a justiça. Essas pessoas tiveram suas vidas marcadas, e é nosso dever garantir que tenham voz diante dessas barbáries."

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