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Edinho se diz contra ideia de classificar PCC e CV como terroristas nos EUA

Presidente do PT acrescenta que, caso os EUA interpretem facções criminosas como grupos terroristas, os norte-americanos poderão impor sanções econômicas a empresas brasileiras

"O país não é um puxadinho do Trump", afirma dirigente - (crédito: Reprodução/YouTube)

O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a possível ação dos Estados Unidos em denominar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas — a exemplo do Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) — seria um ataque à soberania.

“Em defesa da soberania do Brasil e da nação brasileira, afirma-se que o país não é um puxadinho do Trump e que é fundamental estabelecer a verdade sobre a proposta de inserir o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas”, afirmou Edinho, em vídeo publicado nas redes sociais, nesta terça-feira (10/3).

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A possibilidade dessas duas facções criminosas serem interpretadas como grupos terroristas nos Estados Unidos ligou o alerta na diplomacia brasileira. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tratou do assunto, em telefonema para o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no último domingo (8).

Segundo a legislação norte-americana, uma possível classificação de facções criminosas como terroristas requer a formulação de um dossiê emitido pelo Departamento de Estado norte-americano. Esse documento precisa ser enviado ao Congresso dos EUA, que tem sete dias para analisar a medida.

Risco de sanções

De acordo com o presidente do PT, uma possível classificação de facções PCC e CV como grupos terroristas pode fazer com que o presidente dos EUA, Donald Trump, imponha sanções econômicas a empresas brasileiras.

“Se os Estados Unidos se sentirem afetados, a proposta de Trump permitiria sanções econômicas contra empresas e a economia brasileira, ou até mesmo uma invasão do território nacional”, disse Edinho. 

“Embora se reconheça que o PCC e o Comando Vermelho são organizações criminosas e traficantes que devem ser derrotadas, argumenta-se que classificá-los como terroristas daria pretexto para que os EUA aleguem agressão aos seus interesses e intervenham no Brasil sem autorização da ONU ou fóruns de deliberação internacional”, acrescentou o dirigente.

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postado em 10/03/2026 16:59 / atualizado em 10/03/2026 17:03
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