
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a possível ação dos Estados Unidos em denominar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas — a exemplo do Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) — seria um ataque à soberania.
“Em defesa da soberania do Brasil e da nação brasileira, afirma-se que o país não é um puxadinho do Trump e que é fundamental estabelecer a verdade sobre a proposta de inserir o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas”, afirmou Edinho, em vídeo publicado nas redes sociais, nesta terça-feira (10/3).
O governo Lula trabalha para acabar com o crime, e atua em aliança com diversos países. Não se deixe levar por respostas simples para problemas que exigem firmeza e inteligência. Você precisa saber a verdade sobre a proposta do Trump em classificar facções criminosas como… pic.twitter.com/KgQm0lja0S
— Edinho Silva (@edinhosilva) March 9, 2026
A possibilidade dessas duas facções criminosas serem interpretadas como grupos terroristas nos Estados Unidos ligou o alerta na diplomacia brasileira. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tratou do assunto, em telefonema para o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no último domingo (8).
Segundo a legislação norte-americana, uma possível classificação de facções criminosas como terroristas requer a formulação de um dossiê emitido pelo Departamento de Estado norte-americano. Esse documento precisa ser enviado ao Congresso dos EUA, que tem sete dias para analisar a medida.
Risco de sanções
De acordo com o presidente do PT, uma possível classificação de facções PCC e CV como grupos terroristas pode fazer com que o presidente dos EUA, Donald Trump, imponha sanções econômicas a empresas brasileiras.
“Se os Estados Unidos se sentirem afetados, a proposta de Trump permitiria sanções econômicas contra empresas e a economia brasileira, ou até mesmo uma invasão do território nacional”, disse Edinho.
“Embora se reconheça que o PCC e o Comando Vermelho são organizações criminosas e traficantes que devem ser derrotadas, argumenta-se que classificá-los como terroristas daria pretexto para que os EUA aleguem agressão aos seus interesses e intervenham no Brasil sem autorização da ONU ou fóruns de deliberação internacional”, acrescentou o dirigente.

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