
O cinquentenário do Grupo Paulo Octávio, comemorado na noite de sábado (14/3), reuniu personagens da história da capital do país. O anfitrião — ele mesmo ex-governador, ex-vice-governador, ex-senador e ex-deputado federal — recebeu os principais empresários de Brasília, amigos, familiares e os protagonistas de vários capítulos da memória do Distrito Federal. Prestigiaram o evento no Royal Tulip Alvorada — um dos mais de 850 empreendimentos de Paulo Octávio — os ex-governadores Ronaldo Costa Couto, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), José Roberto Arruda (PSD), Rogério Rosso (sem partido) e Agnelo Queiroz (PT).
Diferenças partidárias e embates ideológicos ficaram para trás, diante da celebração do sucesso do grupo que sempre apostou e investiu no Distrito Federal. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), esteve no jantar, acompanhado da mulher, Lu Alckmin. Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, partido de Paulo Octávio e de Arruda, também estava entre os convidados de honra. "Teremos candidato (ao governo) no DF. É o Arruda", disse Kassab. Alckmin elogiou a capacidade de articulação política de Kassab, que trabalha em vários estados para eleger uma bancada expressiva de parlamentares e lançar candidaturas aos governos para puxar votos, além de trabalhar para ter um nome na disputa ao Palácio do Planalto.
Pré-candidatura
O governador Ibaneis Rocha (MDB) havia confirmado presença, mas afirmou ao Correio que teve uma questão de saúde na família a resolver. "Mas fiz questão de parabenizá-lo pelo sucesso e por ser um homem de paixão por Brasília", disse Ibaneis.
Segundo anúncio do anfitrião, a vice-governadora Celina Leão (PP) não foi à festa porque está em um retiro de três dias, preparando-se para assumir o Executivo em abril. O ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), hoje deputado federal, também não estava presente. Ele alegou ter outros compromissos.
Do governo Ibaneis, houve representantes: o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, e os secretários de Governo, José Humberto Pires, e de Turismo, Cristiano Araújo. Mesmo assim, a ausência do governador do Distrito Federal foi comentada. Muita gente, nas rodas de conversa, fazia conjecturas sobre o destino do emedebista. "Será que ele vai mesmo deixar o governo?", questionavam. Havia quem acreditasse que ele será mesmo candidato ao Senado. Outros apostavam que Ibaneis vai preferir concluir o mandato em 31 de dezembro. Ele, no entanto, tem garantido em todos os pronunciamentos que sai do Palácio do Buriti para se desincompatibilizar em 28 de março.
Saiba Mais
Outro assunto em várias mesas era a pré-candidatura de Arruda ao GDF. Houve análises sobre as perspectivas no processo de registro na Justiça Eleitoral. O ex-governador foi abordado por antigos aliados e brincava: "Eu sou um privilegiado. Tive a chance de assistir ao meu próprio velório e agora tive a oportunidade de 'desmorrer'".
Paulo Octávio recebeu todos com muita gentileza, ao lado da mulher, Anna Christina Kubitschek. Fez elogios até a políticos que, em tese, seriam adversários. Em pronunciamento, ele citou os nomes de vários dos presentes e fez uma homenagem especial ao deputado distrital Chico Vigilante (PT), a quem considera um amigo. O presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), também recebeu uma citação especial do "aniversariante".
Foi também um momento de encontros entre aliados e amigos que não se viam há muito tempo. Agnelo bateu um longo papo com o vice-governador de seu mandato, Tadeu Filippelli (MDB). E a amizade ficou evidente também pela afinidade entre as duas esposas, Ilza Queiroz e Ana Paula Fernandes. O petista pretende se candidatar a deputado federal neste ano. Já Filippelli não pensa em voltar. Essa é também a opção de Rogério Rosso. Depois de ser governador por nove meses e deputado federal, ela agora se dedica a escrever um livro, à composição musical e ao trabalho como diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa).
Abadia também planeja o retorno. Prefere concorrer como deputada federal. "Estou estudando alguns convites de partidos", contou. "Ainda tenho muito a fazer pela nossa Brasília", acrescentou.
A festa reuniu também integrantes da comunidade jurídica, como os desembargadores Leonardo Bessa e Roberval Belinati, primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), as ministras Nancy Andrighi e Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o desembargador federal aposentado Souza Prudente e vários advogados. É o caso do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Willer Tomaz, que está atuando na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, Herman Barbosa e Paulo Emílio Catta Preta. Do Tribunal de Contas do Distrito Federal, dois representantes: o presidente, Manoel de Andrade, e o conselheiro André Clemente.
A festa teve uma apresentação especial da orquestra sinfônica do Teatro Nacional, sob a regência do maestro Cláudio Cohen, e do tenor Tiago Arancam. No discurso, Paulo Octávio disse que, aos 75 anos, não pensa em parar. Como Pelé que fez mil gols, ele espera chegar ao milésimo empreendimento em Brasília.

Política
Política
Política
Política
Política
Política