
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou os colegas e consolidou na noite desta sexta-feira (20/3) a unanimidade na Segunda Turma pela manutenção da prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Com o voto, o placar foi fechado em 4 a 0 para manter o empresário detido.
Gilmar era o único integrante do colegiado que ainda não havia se manifestado no julgamento, realizado em plenário virtual. Antes dele, já haviam votado nesse sentido o relator do caso, André Mendonça, além dos ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques.
A análise começou na última sexta-feira (13) e estava prevista para se encerrar às 23h59 desta sexta. Como relator das investigações sobre o esquema envolvendo o Banco Master, Mendonça abriu a votação e foi seguido integralmente pelos demais ministros da Turma.
O colegiado contou com apenas quatro votos, já que o ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar do julgamento após o surgimento de elementos que indicariam possível relação com o investigado, circunstância negada pelo magistrado.
Além de Vorcaro, o voto do relator também manteve as prisões preventivas do empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro, e do policial aposentado Marilson Roseno. Os três foram detidos em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para apurar um esquema bilionário de fraudes financeiras.

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